Economia

Indústria petrolífera pretende formar oito mil técnicos este ano

Ana Paulo

Jornalista

Oito mil quadros do sector petrolífero angolano poderão ser formados, este ano, segundo fez saber ontem, em Luanda, o director-geral do Centro de Formação Marítima de Angola (CFMA).

01/06/2021  Última atualização 10H50
PCA da Sonangol, Gaspar Martins, anunciou que a empresa pública vai auxiliar o processo de homologação dos certificados © Fotografia por: Paulo Mulaza | Edições Novembro
Wuky Tabita que falava à imprensa, à margem da apresentação pública da instituição ligada à Sonangol, disse que até agora, o centro realizou 472 acções de formação, onde participaram cinco mil técnicos angolanos, alcançado um índice de satisfação de cerca de 91 por cento.
Com instalações no Sumbe (Cuanza-Sul) e Cacuaco (Luanda), a instituição pretende responder às necessidades dos sectores Petróleo e Gás, Transporte Marítimo e complementares, alinhada na estratégia da Sonangol que visa contribuir para o desenvolvimento do país.

Por sua vez, o presidente do Conselho de Administração da Sonangol, Gaspar Martins, deu a conhecer que, por via dos vários protocolos de cooperação assinados com entidades de ensino com referência  a nível do mercado internacional, o CFMA em articulação com o Instituto Nacional do Emprego, formação Profissional (UNEFOP) perspectiva contribuir para a uniformização dos planos curriculares na área dos petróleos, transportes marítimos entre outros,  bem como auxiliar no processo de homologação de certificados.


Apostar no capital humano

Convidado a discursar no acto que marcou o relançamento do CFMA, o ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino de Azevedo, disse que a actividade de exploração e produção exige investimentos avultados em tecnologias, infra-estruturas e capacitação do capital humano.

Destacou que, a reforma que está em curso no sector, visa fomentar e incrementar a actividade petrolífera em Angola, periodizando a formação e treinamento do capital humano capaz de reduzir gradualmente a mão-de-obra expatriada.
"Os resultados e impacto destas reformas vão se fazer sentir a curto e médio prazo, em toda cadeia de valor da indústria petrolífera em Angola, bem como nas empresas nacionais, fomentando assim o emprego e a geração de riqueza para as famílias angolanas", sublinhou.

Diamantino de Azevedo avançou que, o desenvolvimento do sector não passa apenas pelo estímulo ou investimento de equipamentos e tecnologias de última geração, mas sobretudo, pela preparação dos quadros técnicos nacionais de excelência, devidamente treinados e certificados, para poderem "manobrar" ferramentas e equipamentos de processos complexos que suportam as operações.

Por isso, o departamento ministerial que tutela o sector vai continuar a apoiar e promove iniciativas que visam capacitar técnica e profissionalmente os quadros, como é o caso da Escola de Formação Marítima de Angola, "que até a pouco era inoperante". Apelou as operadoras do sector, a apartarem nas parcerias  com instituições de formação e treinamento do pessoal, como é o caso do CFMA.

Apesar das dificuldades que à pandemia da Covid-19 causou no sector do Petróleo e Gás, com perdas nos preços das commodity, associadas as dificuldades de recursos  financeiros, o ministro realçou que, o Executivo angolano continua a trabalhar para a diversificação da economia nacional.   
A formação no Centro de Formação  de Angola (CFMA), unidade de negócio do grupo Sonangol, é extensiva a todos os cidadãos interessados, cujo preço máximo está fixado nos 700 mil kwanzas e o mínimo 40 mil.

O acto de apresentação pública da instituição decorreu sob o lema " Formar para Transformar". O CFMA está certifi-cado para formar nas vertentes de segurança marítima e offshore, oil & gás, capacitação técnico-profissional e gestão e soft skills.

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