Economia

Indústria nacional “está no caminho certo”

Angola vai aumentar a capacidade de produção de fuba de milho e farinha de trigo, com vista à redução da importação dos dois produtos alimentares, num futuro próximo, anunciou, ontem, em Luanda, o ministro de Estado e do Desenvolvimento Económico e Social.

08/05/2019  Última atualização 06H30
Eduardo Pedro | Edições Novembro

Manuel Nunes Júnior, que discursava na cerimónia de abertura da VI edição da Feira Alimentícia, que decorre até sábado, na Zona Económica Especial, sob o lema “Mais Indústria, Mais Emprego, Mais Angola”, disse que o aumento da capacidade de produção passa pela instalação de novas unidades industriais em algumas províncias do país.O ministro de Estado e do Desenvolvimento Económico e Social adiantou que, embora continue a importar fuba de milho e farinha de trigo, Angola já possui, de forma significativa, capacidade instalada de produção de “diversos tipos de farinha”, realidade extensiva ao sector das bebidas, cujo crescimento tem sido gradual.Manuel Nunes Júnior, que representou o Presidente João Lourenço, na cerimónia de abertura da Feira Alimentícia, afirmou estar a indústria nacional no “caminho certo” e com alguns avanços, sobretudo na área alimentar e no sector das bebidas, com destaque para a cerveja, refrigerantes e água de mesa.O governante lembrou que existem, actualmente, em Angola, cerca de 100 fábricas de bebidas, todas “com rigorosos standards internacionais de qualidade”, cuja produção cobre uma parte significativa do consumo no país.“Inseridas no sector das bebidas, ainda que de forma indirecta, estão outras actividades industriais, como a produção de rótulos, embalagens de cartão, cápsulas metálicas, grades plásticas, películas de filme e outros artigos destinados ao embalamento e transporte de produtos”, acentuou Manuel Nunes Júnior.O ministro de Estado e do Desenvolvimento Económico e Social reafirmou que o país tem registado avanços na área alimentar com o surgimento de novos projectos e instalações industriais ligados à panificação e pastelaria.Manuel Nunes Júnior defendeu a necessidade de o país atrair mais investimentos para a produção de açúcar e óleo alimentar, tendo em conta o peso que os dois produtos representam nos níveis de importação do país.O governante reconheceu haver constrangimentos que afectam a actividade empresarial, em particular, a indústria transformadora, e defendeu a necessidade de haver esforços contínuos, visando ultrapassar os embaraços.“Temos verificado, nas visitas de campo, que se continua a investir na indústria nacional, com destaque para os investimentos de grandes dimensões e com tecnologias avançadas, o que motiva o Executivo a continuar a acreditar que é possível continuar a avançar”, salientou Manuel Nunes Júnior, acrescentando que “o Executivo está focado em retomar a trajectória do crescimento económico, interrompido com a crise económica e financeira”.O ministro de Estado e do Desenvolvimento Económico e Social fez referência “aos grandes défices das contas internas e externas do país, à inflação galopante e à desarticulação que se vivia no mercado cambial”. O governante lembrou que, em 2018, foram dados passos que permitem ao país “caminhar paulatinamente para retomar a estabilidade macroeconómica e com efeitos positivos nas contas públicas e nas taxas de inflação”.Manuel Nunes Júnior sublinhou que o Executivo está focado na revitalização da base produtiva do país, com vista ao relançamento do crescimento económico e ao aumento do número de empregos.No seu entender, a Feira Alimentícia é uma “iniciativa oportuna”, tendo em conta a importância estratégica que o Executivo atribui ao aumento da produção nacional, à substituição das importações e à promoção das exportações no processo de desenvolvimento do país.O ministro de Estado defendeu que o sector industrial deve continuar a apostar na criação de postos de trabalho para o contínuo aumento da produção nacional e o rendimento das famílias angolanas. “Quanto mais pessoas estiverem a trabalhar e a auferir salários dignos, maior será o grau de satisfação”, declarou Manuel Nunes Júnior, que disse serem bem-vindas todas as medidas que contribuem para melhorar o ambiente de negócios em Angola, aumentar a confiança dos agentes económicos e, por esta via, os níveis do investimento privado. A Feira Alimentícia, organizada pelo Ministério da Indústria em parceria com a empresa Eventos Arena, é realizada anualmente. Na presente edição estão mais de 200 expositores, entre nacionais e estrangeiros, dos ramos da indústria alimentar, bebidas, distribuição e logística.

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