Política

Indra garante tecnologia para transparência das eleições

A empresa espanhola Indra diz que foi seleccionada para desenvolver e implementar as soluções tecnológicas e de logística das eleições gerais de Agosto próximo por ter respondido a todos os requisitos do concurso público promovido pela Comissão Nacional Eleitoral (CNE), aberto à apresentação de propostas de outras empresas.

14/02/2022  Última atualização 07H00
Indra já tratou da tecnologia das anteriores eleições no país © Fotografia por: DR
Num comunicado enviado ao Jornal de Angola, para, embora de forma indirecta, reagir a algumas suspeições à volta da sua escolha, algumas das quais por, alegadamente, falsificar resultados eleitorais, a Indra esclarece que a sua solução tecnológica engloba a contagem provisória e a contagem final de todos os votos registados nas eleições gerais. Trata-se de uma solução que "garante o cumprimento dos requisitos de transparência e de segurança exigidos por lei, o que implica a redundância dos sistemas de computação, transmissão, processamento e divulgação de resultados, entre muitos outros serviços”.

A Indra acrescenta que assume a aquisição, transporte e entrega de todo o material necessário para a realização das eleições gerais.
Numa outra nota enviada exclusivamente ao Jornal de Angola, a Indra diz não se rever em nenhuma das acusações contra si, "uma vez que nunca lhe foi movido qualquer processo judicial em nenhum dos países onde tem trabalhado em processos eleitorais. E, consequentemente, nunca foi condenada”.

A Indra realça o facto de continuar a organizar actos eleitorais no seu país de origem. "Ainda este fim-de-semana, por exemplo, foi responsável pelas eleições regionais em Castela e Leon”, sublinha.


Perfil da empresa

A Indra, recorde-se, foi responsável pelas soluções tecnológicas das eleições gerais de 2008, 2012 e 2017, "realizadas nos prazos estabelecidos, de forma eficiente e com transparência, o que fez de Angola um dos países líderes no uso de tecnologia eleitoral de ponta”.

A empresa tem mais de 40 anos de experiência na realização de eleições em todo o mundo, tendo organizado, até ao momento, mais de 400 processos eleitorais nacionais e internacionais, com mais de 4.000 milhões de eleitores envolvidos. A Indra oferece cobertura com as suas soluções e serviços a todas as necessidades do ciclo eleitoral, desde o cadastramento dos cidadãos até à captação e divulgação dos resultados no dia das eleições, incluindo a contagem final dos votos.

De entre os países onde tem organizado eleições, destacam-se o Reino Unido, Noruega, França, Espanha, Portugal, Argentina, Chile e Colômbia, entre outros.
De acordo com a nota, "a experiência da empresa garante, à partida, toda a capacidade organizacional e técnica necessárias para a realização, em simultâneo, de forma profissional e eficiente, de diversos projectos, sempre adaptados à legislação em vigor em cada país”.

A Indra tem também participado na organização de processos eleitorais na União Europeia (UE) e nas Nações Unidas, sendo, por isso, "uma organização de reconhecida reputação neste domínio a nível internacional”.

Destaca ainda o facto de ser "uma das empresas líderes globais em tecnologia e consultoria e parceira tecnológica dos seus clientes em todo o mundo”. É, também, líder mundial no fornecimento de soluções próprias em segmentos específicos dos sectores dos transportes e da defesa, e uma empresa líder em transformação digital e tecnologia da informação em Espanha e na América Latina.

No final do exercício de 2020, a Indra facturou 3.043 milhões de euros, tinha ao seu serviço cerca de 48.000 trabalhadores, uma presença local em 46 países e operações comerciais em mais de 140.

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