Economia

Índice FAO: Preços dos alimentos caíram 0,3 por cento em Novembro

O Índice de Preços de Alimentos da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), caiu 0,3 por cento em Novembro.

05/12/2022  Última atualização 08H31
© Fotografia por: DR

O indicador ficou em 135,7 pontos, seguindo em queda após bater seu nível mais alto em Março, com a invasão da Ucrânia pela Rússia.

O preço dos cereais caiu 1,3 por cento em relação ao mês anterior, mas ainda está 6,3 por cento mais alto em comparação ao ano passado.

O trigo e milho ficaram mais baratos 2,8 e 1,7 por cento respectivamente, influenciados pela extensão da Iniciativa de Grãos do Mar Negro. Já os preços internacionais do arroz subiram 2,3 por cento.

Os valores do óleo vegetal subiram 2,3 por cento em Novembro, encerrando sete meses consecutivos de queda.

Os preços internacionais dos óleos de palma e soja subiram, enquanto os de colza e girassol caíram. Os lácteos tiveram uma queda de 1,2 por cento desde Outubro, com as cotações mundiais de manteiga, desnatado e leite em pó integral caindo, em meio a uma redução na demanda de importação.

Já a procura por queijo aumentou, em parte devido a disponibilidades de exportação menos dinâmicas dos principais países produtores do Oeste da Europa.

Segundo a FAO, a carne ficou 0,9 por cento mais barata em Novembro, com a queda dos preços internacionais da carne bovina.

A queda foi puxada pelo aumento da oferta de exportação da Austrália e pela já alta oferta do Brasil, apesar da forte demanda de importação da China.

Por outro lado, os preços mundiais de todos os outros tipos de carne se recuperaram, liderados por cotações mais altas da carne ovina.

De acordo com o índice da FAO, o açúcar subiu 5,2 por cento em Novembro, influenciado pela forte compra em meio à oferta global reduzida com os atrasos na colheita nos principais países produtores e o anúncio da Índia de uma cota de exportação de açúcar mais baixa.

 

Previsão da produção

O Relatório de Oferta e De-manda de Cereais da FAO divulgou na passada sexta-feira indica uma redução na previsão para a produção mundial de cereais em 2022, que agora é de cerca de 2,7 milhões de toneladas, uma queda de 2,0 por cento em relação a 2021.

A redução reflecte as perspectivas de baixa produção de milho na Ucrânia, onde o impacto da guerra tornou as operações pós-colheita excessivamente caras.

A FAO também reduziu a previsão de produção global de trigo para o ano, mas, apesar desse corte, o novo número de 781,2 milhões de toneladas permaneceria um recorde. Espera-se que a produção global de arroz caia 2,4 por cento abaixo da alta histórica do ano anterior.

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