Regiões

Índice de abandono escolar tende a aumentar no Namibe

João Upale | Moçâmedes

Jornalista

A vice-governadora do Namibe para o Sector Político, Económico e Social, Carla Tavares, manifestou-se, terça-feira (7), preocupada com o elevado índice de abandono escolar que se regista nos últimos dias, devido à pobreza no seio das famílias, motivada, em grande medida, pela seca que assolou a região, provocando, deste modo, a transumância.

08/12/2021  Última atualização 09H10
Carla Tavares garantiu que o Governo Provincial aposta no combate ao analfabetismo © Fotografia por: DR
Sem avançar o número de crianças que abandonaram a escola, Carla Tavares apontou, igualmente, a insuficiência da merenda escolar, que, no princípio do ano lectivo, "voltou a ser disponibilizada”.

A atitude de alguns pais e encarregados de educação que não aconselham os filhos a ir à escola, o distanciamento entre o local de residência e os estabelecimentos de ensino, principalmente nesta fase da pandemia da Covid-19, são outros factores que têm feito com que muitas crianças deixem de estudar.   

A governante anunciou que o Governo da província tem estado a tentar reatar o programa de alfabetização, desafiando entidades singulares ou colectivas, para que, nas suas empresas, clubes ou associações, promovam, também, projectos que visem combater o analfabetismo, que "infelizmente voltou a atingir índices preocupantes na província”.
 
Segundo Carla Tavares, no presente ano lectivo foram matriculados 136.249 alunos, em 195 escolas. Acrescentou que, com a implementação do Plano Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM), Namibe passará a contar com 201 escolas.

Energia e Águas
 

A vice-governadora da província do Namibe garantiu que as acções do Plano Integrado de Intervenção nos Municípios contemplam, também, o sector da Energia e Águas. 

Carla Tavares destacou a implementação do projecto de águas do Capangombe (Bibala) e a requalificação do sistema de abastecimento na Serra das Neves (Camucuio). 

Anunciou, ainda, a construção de barragens, chimpacas e bacias de retenção, visando reduzir os efeitos da seca na região.
 
Carla Tavares deu a conhecer que no trabalho com o Ministério da Energia e Águas consta, ainda, a elaboração de um plano de emergência, consubstanciado na identificação de zonas críticas.

Comentários

Seja o primeiro a comentar esta notícia!

Comente

Faça login para introduzir o seu comentário.

Login

Regiões