Economia

Indicadores degradados do BCI inquietam auditores

A KPMG manifestou, na qualidade de auditor externo, inquietação quanto à capacidade de o BCI “realizar os activos e liquidar os passivos no decurso da sua actividade”, no parecer sobre as demonstrações financeiras de 2021, onde o banco declarou, quarta-feira(25), activos, fundos próprios e lucros inferiores ao ano de 2020.

26/05/2022  Última atualização 07H00
Fraco desempenho do BCI coincide com entrada de novo accionista © Fotografia por: DR

Os números indicam que, no ano passado, quando o banco passou a ser controlado pela Carrinho Empreendimentos, o activo do BCI caiu para 398 916 milhões de kwanzas, contra 467 363 milhões em 2020, os fundos próprios para 19 059 milhões, caindo de 26 256 milhões em 2020, e os lucros desceram para um valor negativo de 7 515 milhões, diante do resultado positivo de 4 197 milhões no ano anterior.

O rácio de solvabilidade (quanto maior for o rácio, maior é a solvabilidade), uma norma prudencial estabelecida em 10 por cento pelo Banco Nacional de Angola (BNA), encolheu de 16,6 por cento, em 2020, para 11,6, no ano passado.

A KPMG diz, nas bases para  opinião com reservas, que, no "Crédito a clientes”, que, de 46 990 milhões de kwanzas, em 2020, ascendeu para 52 378 milhões de kwanzas, no ano passado, a informação disponibilizada, formalização dos contratos,  reestruturações e registo a 31 de Dezembro de 2021, "não permitem concluir quanto ao direito do banco sobre estes activos”.

O auditor externo conclui que, apesar das projecções preparadas no pressuposto da continuidade, uma vez que o Conselho de Administração entende que o BCI dispõe de meios para continuar a desenvolver a sua actividade no futuro, às opções estratégicas do novo accionista e a alteração de variáveis que não estão sob controlo do banco, "existe uma incerteza material que pode colocar dúvidas significativas sobre a capacidade do banco em manter-se em continuidade”.

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