Política

Independência e paz são marcos indeléveis

César Esteves

Jornalista

As conquistas da Independência Nacional e da paz são marcos indeléveis da nossa história, razão pela qual os desafios para manter as suas conquistas, construir a unidade nacional e edificar uma Nação reconciliada devem ser permanentes e fazer parte do nosso quotidiano, defendeu o Presidente da República, João Lourenço.

11/11/2021  Última atualização 09H20
João Lourenço considerou imprescindível que se continue a investir na moralização da sociedade © Fotografia por: Edições Novembro
O Chefe de Estado fez este apelo durante a mensagem à Nação por ocasião do 46º aniversário da Independência Nacional, que hoje se assinala.
O Presidente disse que o dia de hoje deve ser de festa, vitória, esperança, de glória e reflexão acerca do "nosso percurso glorioso” e sobre o muito que se tem pela frente, para se vencer os desafios do nosso tempo.

Tal como no passado, o Presidente frisou ser um momento de acreditar, lutar e trabalhar, "arduamente”, para se vencer a batalha do desenvolvimento.

"Este é, por isso, um momento de reconhecimento e de gratidão a todos os que, desde os tempos mais remotos do início da colonização, lutaram, suaram, verteram o seu sangue e deram as suas vidas para que, das trevas da noite, nascesse à luz da liberdade”, destacou.

Ressaltou que a ocupação colonial foi o primeiro grande teste à capacidade de resistência, à destemida capacidade de lutar pelos nossos direitos e objectivos, à inquebrantável união perante os grandes desafios e à firme vontade de vencer.

Por essa razão, o Chefe de Estado defendeu que as conquistas da Independência e da paz devem encher de orgulho cada angolano e encorajá-lo para enfrentar o "longo caminho” existente pela frente, para vencer os desafios do tempo.

"Temos um passado que nos orgulha e nos impele para a construção de um futuro melhor”, realçou.O Presidente referiu que fazer de Angola uma Nação próspera é o principal desafio do nosso tempo e o mesmo está ao alcance. 

Disse que o caminho para a materialização deste fim é longo e complexo, mas possível de ser alcançado, desde que se trabalhe em conjunto pela manutenção da estabilidade política e social, "continuando a construir e a consolidar uma sociedade democrática, assente no Estado de Direito e no respeito pela Constituição e pela Lei”.

Para vencer os desafios de hoje, acrescentou, é necessário que se continue a investir tempo, conhecimento e recursos na alteração da estrutura económica de Angola, através da diversificação da economia.

Para o alcance desta meta, o Chefe de Estado apontou como caminho a exploração de todo o potencial de que o país dispõe, para relançar e diversificar a economia, incentivar o investimento privado nacional e estrangeiro, promover o crescimento, gerar emprego e tornar o estado social sustentável.

Entretanto, o Presidente salientou que, para se vencer os desafios da actualidade, é "imprescindível” que se continue a investir na moralização da sociedade e na construção de uma Nação, cujos pilares fundacionais sejam os valores morais. 

"Precisamos de continuar a mobilizar cada angolano para que sejamos partícipes da luta pela prevenção e o combate à corrupção”, destacou.

O Chefe de Estado lembrou que, com a proclamação da Independência, na madrugada de 11 de Novembro de 1975, pelo Presidente António Agostinho Neto, nascia um novo país e sagrava-se a esperança de todo um Povo.

"Ao proclamarmos a nossa Independência, passámos a ser livres e iguais, a ser donos do nosso próprio destino, passámos a ser, finalmente, orgulhosamente angolanos”, aclarou o Presidente, lembrando que, naquela noite, celebraram juntos, com júbilo, o culminar de uma longa e difícil caminhada.

O Chefe de Estado declarou que os quase 20 anos de paz permitiram a construção e reconstrução, entre outras infra-estruturas, no país, de portos, aeroportos, caminhos de ferro, bem como investimento na educação e na saúde, através da construção e reconstrução de escolas e hospitais em todo o país e do recrutamento de milhares de professores, médicos e enfermeiros.

Permitiu, igualmente, o aumento da oferta de habitação, redução da taxa de analfabetismo, transporte e distribuição de energia eléctrica e de água potável à escala nacional.

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