Opinião

Incentivos à desordem

Luciano Rocha

Jornalista

A incongruência continua a dominar o espaço púbico da província de Luanda, de tal modo que, sendo ela a área de acção do periscópio, o dispensa, tão evidente é.

18/06/2021  Última atualização 03H20
Um dos troços da Rua da Alfândega - o iniciado no cruzamento com a do 25 de Abril e desagua na que está entalada entre a da Missão e a do 1º  Congresso do MPLA - é dos exemplos flagrantes da balbúrdia reinante em Luanda que, pela inoperância, ao invés de atenuar, cresce a olhos vistos.


Desde viaturas, de todas as cilindradas, cujos condutores acintosamente ignoram a placa de proibição de estacionamento automóvel, a vendedores de tudo e mais alguma coisa, sentados e em pé, com máscara e sem ela, obrigando os transeuntes a transgredir, caminhando pelo espaço destinado à circulação de carros, nada lhe falta, em desafios constantes à transgressão.

Pelo meio. a completar o "ramalhete”, aparecem buracos, restos de canos saídos do chão, fardados da Polícia e seguranças em amenas cavaqueiras com zungueiros, kinguilas, motoristas parados, onde não deviam.

O quotidiano naquele naco de via pública, no centro da capital do país, é apenas um exemplo do chorrilho de incongruências que fazem da província de Luanda o que ela é e não devia ser. Até quando?

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