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Incêndio destrói toneladas de medicamentos no Lobito

Um incêndio de grandes proporções destruiu, ontem, a farmácia do Hospital Geral do Lobito, consumindo várias toneladas de medicamentos. Até ao momento, desconhecem-se as causas reais do incêndio, mas presume-se que tenham tido origem num curto-circuito.

05/11/2019  Última atualização 12H15
Jesus Silva | Edições Novembro © Fotografia por: Curto-circuito é apontado como provável causa do incêndio

Além da destruição da farmácia, o incêndio afectou outras áreas de serviços, como hemoterapia e recursos humanos.
Segundo o chefe da secção de Operações dos Serviços de Protecção Civil e Bombeiros, José David, está a ser feito um trabalho de remoção dos destroços, para se identificar as verdadeiras causas do sinistro.
“Só no final e em coordenação com a direcção do hospital poderemos ter dados concretos em termos de prejuízos materiais”, salientou.
O incêndio começou a ser combatido às 7h50 tendo sido extinto uma hora e meia depois.
Tendo em conta as proporções do incêndio foi solicitada a intervenção do Corpo de Bombeiros do Porto do Lobito, que, em coordenação com o Serviço de Protecção Civil e Bombeiros, extinguiram o fogo. Não houve vítimas humanas, mas registaram-se enormes prejuízos materiais.
O director provincial da Saúde em Benguela, Manuel Cabinda, adiantou que no Depósito Provincial de Medicamentos existem alguns remédios para colmatar as dificuldades que o hospital vai enfrentar em consequência do sinistro. “Vamos, também, interagir com a central de compras do Ministério da Saúde, para fazermos um abastecimento excepcional, em função da situação que se está a viver”, defendeu.
Manuel Cabinda informou que durante a visita que efectuou na semana finda àquela unidade hospitalar, constatou que havia medicamentos em stock para um período de pelo menos cinco meses, ou seja, até Março de 2020.
"Vamos ter que nos reerguer para voltarmos à nossa rotina habitual. Este hospital é de alto fluxo de atendimento diário de pacientes e tem muitas necessidades. Felizmente já apareceram parceiros que são fornecedores deste hospital dispostos a ajudar-nos, o que é muito bom e nós agradecemos”, enalteceu.

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