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Incêndio destrói em Kinshasa dezenas de máquinas de voto

A violência que grassa na RDC a pouco mais de uma semana da ida às urnas está a preocupar diversos países e organizações que acompanham de perto a situação, hoje marcada por um violento incêndio que destruiu em Kinshasa dezenas de máquinas electrónicas onde os eleitores deveriam votar no dia 23

13/12/2018  Última atualização 16H06
DR

Um violento incêndio destrui hoje  ao fim da manhã em Kinshasa um depósito onde se encontravam dezenas de máquinas de voto electrónico que deveriam ser usadas nas eleições do próximo dia 23.

As causas do incêndio ainda não estão confirmadas, mas trata-se de um rude golpe para a Comissão Nacional Eleitoral Independente, quando se está a pouco mais de uma semana da ida às urnas.

Este é, aliás, mais um exemplo da violência que está a marcar os dias que antecedem a ida às urnas, situação que já mereceu reacções da parte de diversos países e organizações.

Um dia antes, a representante especial do secretário-geral da ONU na RDC, Leila Zerrougui, manifestou-se preocupada com a violência eleitoral no país.

Numa declaração tornada pública, a chefe da Missão da ONU condenou os obstáculos colocados à campanha eleitoral dos candidatos da oposição nas várias regiões, citando particularmente os incidentes de Kindu (Maniema), Lubumbashi (Tanganyika) e Kalemie. Nesta última cidade elementos ligados à Maioria Presidencial são acusados de terem morto três apoiantes do candidato Martin Fayulu.

Também a França, através do Ministério francês dos Negócios Estrangeiros diz-se preocupado com as informações de que reais foram disparadas pelas forças da ordem para dispersar os membros da plataforma Lamuka, que apoia o candidato Martin Fayulu.

Por seu lado, o Reino Unido pediu aos seus cidadãos que abandonem o país antes do dia 17 de Dezembro. O ministro britânico dos Negócios Estrangeiros, Jeremy Hunt, desaconselhou os seus compatriotas residentes na RDC a viajarem para algumas províncias congolesas.

 

 

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