Regiões

INAD remove e destrói 60 minas no Lubango

Estanislau Costa | Lubango

Jornalista

Ao todo, sessenta minas anti-pessoal, implantadas até finais de 2001, num espaço de aproximadamente 2.080 metros quadrados, na localidade da Nompaca, arredores da cidade do Lubango, foram removidas por especialistas do Instituto Nacional de Desminagem (INAD).

24/09/2022  Última atualização 08H45
© Fotografia por: DR

O técnico do Instituto em referência, Fernando Katiavala, que avançou os dados ao Jornal de Angola, informou ainda que a selecção da área para livrá-la  de engenhos explosivos deve-se ao facto de se encontrar "muito próxima do Complexo Turístico Tundavala, que tem recebido muitos visitantes, dos quais alguns acampam no matagal”.

 Fernando Katiavala descreveu que a operação de limpeza, realizada de Julho de 2020 a Maio do corrente ano, abrangeu uma área de 480 mil metros quadrados, correspondendo a sete hectares, onde foram removidas acima de 620 minas anti-pessoal do tipo PN1, facto que orgulha a equipa envolvida, agricultores e caçadores.

Realçou que motiva a limpeza com certa urgência da área em referência o incidente que feriu uma senhora e matou três animais selvagens. "As acções de localização de outros engenhos e consequente inactividade vão continuar até finais do próximo ano, com vista a atingir mais de 160.000 metros quadrados”.

Os 60 técnicos, dos quais 29 especialistas em desminagem, sensibilizadores e outros, desenvolvem, com frequência, acções de limpeza, desde 2006, assim como de educação e mobilização da população das zonas rurais da província da Huíla, tendo abrangido, no corrente ano, acima de 180 cidadãos.

"Nas campanhas de sensibilização sobre o perigo de minas e outros engenhos perigosos, são distribuídas cartilhas ilustradas com informações pontuais sobre as formas de se comportar quando se atinge uma zona suspeita de minas, procedimentos a seguir, sinalização prévia para aviso a outros populares e como comunicar com urgência as autoridades”, disse.

 Enalteceu o comportamento de alguns populares do município da Cacula que, depois de encontrarem no matagal um morteiro de 82 milímetros, comunicaram os agentes do Comando Municipal, que o desactivaram e entregaram aos técnicos do Instituto Nacional de Desminagem.

 Fernando Katiavala informou ainda que dois indivíduos foram gravemente feridos na povoação Kangombe, no município da Cacula, devido à deflagração de uma mina. "Um perdeu as duas pernas em consequência dos ferimentos graves e outro teve de ser amputado uma das mãos”, disse.

Importa realçar que duas crianças, de 4 e 8 anos, morreram, e 11 outras ficaram feridas, em finais de Julho, em consequência da explosão de um engenho explosivo por determinar, ocorrido no bairro da Eywa, arredores da cidade do Lubango.

O porta-voz do Comando Provincial da Polícia Nacional na Huíla, inspetor-chefe Fernando Tongo, explicou que o facto aconteceu quando uma das vítimas levou um projétil para casa e o colocou na fogueira. "Após isso, se deu a violenta explosão, causando, também, ferimentos as crianças com idades compreendidas entre 3 e 14 anos.

Comentários

Seja o primeiro a comentar esta notícia!

Comente

Faça login para introduzir o seu comentário.

Login

Regiões