Política

INAD destrói mais de mil engenhos explosivos

Mil e 872 engenhos explosivos não detonados foram removidos e destruídos, este ano, na província do Huambo, pelo Instituto Nacional de Desminagem (INAD), contra 156 de 2021.

05/12/2022  Última atualização 05H55
O país continua apostado na remoção de minas anti-tanques e anti-pessoais © Fotografia por: DR

Ao confirmar o facto, o director interino do INAD nesta região, Castro Kapanda, disse à Angop que o aumento de engenhos removidos e destruídos resultou das acções de sensibilização levadas a cabo junto à população, com foco na denúncia de qualquer objecto suspeito, tanto nas comunidades, como nos campos agrícolas.

O responsável disse que três pessoas morreram e 13 outras contraíram ferimentos graves, em consequência de acidentes de minas, ocorridos, este ano, dentro das localidades dos municípios da Caála, Chicala-Cholohanga e Huambo.

Lembrou que em 2021 haviam sido notificados sete acidentes do género, com quatro mortos e 21 feridos graves.

Segundo o responsável, entre Janeiro à presente data, o INAD e parceiros clarificaram 122 mil metros quadrados de superfície, com a remoção de minas anti-tanques e anti-pessoais, em zonas transformadas em campos agrícolas e de implementação de projectos de impacto socioeconómico.

Entretanto, 23 mil 231 pessoas, entre crianças e adultos, foram sensibilizadas sobre os riscos de minas, além da recolha de mil 818 munições diversas.

Com uma área de 35 mil 771 quilómetros quadrados, que perfazem 11 municípios, 37 comunas e três mil 387 aldeias, a província do Huambo, onde vivem mais dois milhões 600 mil habitantes, já foi considerada como uma das regiões do país com mais áreas suspeitas de minas, devido ao conflito armado.

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