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Imprensa sem dinheiro para cobrir a campanha

A Agência de Notícias da Guiné-Bissau, o jornal “Nô Pintcha” e a Rádio Nacional alertaram que não têm meios para cobrir a campanha eleitoral para as eleições legislativas de 10 de Março.

23/02/2019  Última atualização 07H32
Dr © Fotografia por: Guineenses vão às urnas no próximo dia dez de Março

“A rádio não tem viaturas, são 21 partidos que desdobram-se por todo o país, alguns com mais frequência e outros com menos, nós perante esta situação não temos como trabalhar, na ausência de meios”, lamentou Wilson Mendonça.

Adulai Djaló, director de Informação do jornal “Nô Pintcha”, disse que existem “imensas dificuldades” para fazer-se a cobertura da campanha eleitoral.
“A semelhança do que acontece na rádio e televisão pública, no Nô Pintcha é pior. É considerado o parente pobre da comunicação social estatal”, afirmou Adulai Djaló, salientando que além de falta de material, não têm meios financeiros para fazer chegar os seus jornalistas aos locais da campanha.

Ainda assim, o director de Informação afirmou que o Estado até agora não disponibilizou meios. “A agência tem estado a enfrentar muitas dificuldades. Não há meios de deslocação, logísticos”, afirmou Salvador Gomes, director da Agência de Notícias da Guiné-Bissau.

Salvador Gomes lamentou também que os partidos políticos não estejam a ajudar. Entretanto, a ministra da Administração Territorial da Guiné-Bissau, Ester Fernandes, entregou já ao presidente da Comissão Nacional de Eleições (CNE), os cadernos definitivos com 761.676 eleitores, que poderão votar nas legislativas de 10 de Março.

Ao receber os cadernos, alvo de uma auditoria internacional por parte de peritos da Comunidade Económica de Estados da África Ocidental (CEDEAO), o presidente da CNE, José Pedro Sambú, confirmou a realização de eleições, a 10 de Março, “num clima da paz, segurança e tranquilidade”.

 

 

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