Economia

Importações baixam para USD 150 milhões

Abílio Fernandes

As importações médias mensais de alimentos feitas por Angola, em 2021, reduziram de 250 para 150 milhões de dólares/mês quando comparadas aos anos anteriores, segundo o governador do Banco Nacional de Angola.

01/12/2021  Última atualização 11H15
José Massano (ao centro) presidiu conferência de imprensa após reunião do Comité de Política © Fotografia por: Alberto Pedro | Edições Novembro
José de Lima Massano fez esta afirmação na conferência de imprensa, realizada esta terça-feira (30), em Luanda, no final da reunião do Comité de Política Monetária.

De acordo com o governador, este facto permitiu também ao país manter estável as reservas sem deixar de atender as solicitações cambiais da parte dos agentes económicos do mercado nacional.

Para 2022, referiu, vai-se procurar manter este nível de resposta e garantir que as necessidades dos operadores, sobretudo na aquisição de matéria-prima tenha cobertura, evitando que qualquer agente recorra ao mercado informal para adquirir divisas, cenário, hoje, injustificado. Crédito à economia

O crédito à economia em moeda nacional registou, em Outubro do corrente ano, uma expansão de 0,15 por cento, tendo atingido um montante de 3,79 mil milhões de kwanzas, o que eleva, em termos homólogos, para 20,72 por cento.José de Lima Massano realçou que, de acordo com os dados publicados pelo Instituto Nacional de Estatísticas (INE), a inflação medida pelo Índice de Preços no Consumidor Nacional (IPCN) registou uma ligeira desaceleração, em relação ao mês de Setembro, em 2,18 por cento, tendo-se fixado no mês de Outubro em 2,06 por cento.

Esclareceu que a base monetária em moeda nacional, variável operacional da política monetária e os agregados monetários em moeda nacional, relacionado à variável intermédia de política monetária, expandiu em Outubro em 4,43 e 0,32 por cento, respectivamente. Contudo, em termos acumulados, este ano, registaram contracção de 7,97 por cento e 3,50 por cento.

A taxa de inflação, apurada no período homólogo, situou-se em 26,87 por cento, impulsionada pela contribuição da classe de alimentação e bebidas não alcoólicas, cuja variação foi de 33,55 por cento. Não obstante a ligeira desaceleração verificada, o governador do BNA destacou que persistem pressões inflacionárias na economia, prevendo-se um cenário de variação na trajectória da inflação a partir de 2022, pelo que, se manterá o curso restritivo da política monetária no curto prazo.

Nestes termos, José Massano esclareceu que, o Comité de Política Monetária (CPM), decidiu manter a taxa básica de Juro  do BNA em 20 por cento, a taxa de juro da facilidade permanente de cedência de liquidez em 25 por cento, a taxa de juro da facilidade permanente de absorção de liquidez de sete dias em 15 por cento, bem como inalterados os coeficientes das reservas obrigatórias em 22 por cento.

Ainda sobre o processo de inflação, o governador fez saber que a nível do mercado continua-se com um cenário em que a oferta de bens, com particularidade, aos alimentares, têm um peso muito expressivo, processo esse, realçou, que decorre também do trabalho feito pelo Instituto Nacional de Estatísticas (INE).

Ana Paulo e Isaque Lourenço

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