Economia

Importação de óleo de palma absorve 360 milhões de dólares

Angola emprega, anualmente, na importação de óleo de palma, 360 milhões de dólares, valor correspondente a 120 mil toneladas, revelou na segunda-feira, na cidade de Ndalatando, província do Cuanza-Norte, o secretário de Estado da Economia, Mário Caetano João. Nos dois primeiros meses deste ano, disse, o país despendeu 59 milhões de dólares, sendo 29 em Janeiro e 30 em Fevereiro, com a importação de 20 mil toneladas de óleo de palma.

11/03/2020  Última atualização 19H08
Dr © Fotografia por: Província do Cuanza-Norte já foi grande produtora de dendém

Num encontro com empresários do Cuanza-Norte, Mário Caetano lembrou que a província tem potencialidades para produzir óleo de palma e assegurar as necessidades internas.
Mário Caetano, que se deslocou ao Cuanza-Norte para constatar as condições para a implementação do Programa de Apoio ao Crédito (PAC), em curso no país, afirmou que a importação de óleo de palma tem pesado bastante na balança comercial do país, situação que pode ser invertida com incentivos à produção.
Aos empresários da província, o secretário de Estado assegurou que, no âmbito do Programa de Apoio ao Crédito (PAC), estão disponíveis, através do Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA) 750 milhões de kwanzas para o financiamento de cooperativas agrícolas, pequenas e médias empresas, no quadro do Programa de Apoio à Produção, Diversificação das Exportações e Substituição das Importações (Prodesi).
“O Cuanza-Norte possui um elevado potencial para a agropecuária e com uma produção actual abaixo dos níveis desejados, o financiamento das pequenas e grandes empresas locais contribuiria para alavancar a economia da região”, frisou.
Para o governante, o facto de a província situar-se en-tre dois grandes centros co-merciais (Luanda e Malanje), pode funcionar como uma placa giratória da economia na região.
Além do encontro com a classe empresarial da província, Mário Caetano, acompanhado de responsáveis do BDA, do Fundo das Nações Unidas para Alimentação (FAO) e quadros do Ministério da Economia e Planeamento, visitou algumas cooperativas agrícolas e projectos agro-industriais nos municípios de Lucala e Cambambe.

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