Economia

Importação atrasa mínimo de seis meses

A chegada dos contentores com pescado, no momento, faz-se com um atraso de seis meses, segundo fez saber o administrador do Grupo empresarial SFT Angola, António Gama Júnior.

06/04/2020  Última atualização 08H50
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O empresário justifica esta situação, complicada para os operadores, com a actual situação da pandemia mundial, que está a contribuir para a morosidade dos processos de carga, descarga e desalfandegamento. Esclareceu que algumas empresas importadoras de bens alimentares também se encontram na mesma condição, sem data de previsão de chegada das suas mercadorias.

Contudo, garantiu que “com a frota que temos no país, vamos continuar a abastecer o mercado e suprir o défice de alimentação”.
Nesse particular, disse que a empresa, na última semana de Março, abasteceu as câmaras com cerca de 1.500 toneladas de peixe congelado e prevê para a primeira semana deste mês disponibilizar outras 1.200 toneladas.“Estas acções visam acudir também as demais províncias, com particularidade a de Cabinda, para onde enviaremos 800 toneladas de pescado com as quais pretendemos dar resposta à procura local num período de 15 dias”, garantiu.

Responsabilidade social

O Grupo empresarial SFT Angola, que actua no sector das pescas, entregou, ontem, em Luanda, à Comissão Multissectorial para o Combate ao Covid-19 seis toneladas de pescado, traduzidas em 200 caixas. Segundo fez saber ao Jornal de Angola o administrador António Gama Júnior, a SFT Angola e seus parceiros estão a gizar esforços para colocar no mercado nacional seis mil toneladas de pescado por mês. A medida também é para, nestes dias, facilitar o acesso dos consumidores aos produtos do mar e segurar a onda de especulação de preços nos mais variados produtos, incluindo os alimentos essenciais.
O administrador garantiu, por outro lado, que a empresa vai continuar a distribuir peixe congelado, sendo que, actualmente, trabalha com quatro embarcações e três câmaras frigoríficas.

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