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Ilhas Maurícias: Detido capitão do navio que derramou petróleo

As autoridades das Ilhas Maurícias anunciaram a detenção do capitão do navio japonês que encalhou num recife, no final de Julho, originando uma catástrofe ambiental para o país fortemente dependente das receitas do turismo.

20/08/2020  Última atualização 20H45
DR © Fotografia por: Governo das Maurícias exige compensação à Nagashiki Shipping

“O capitão e o seu adjunto foram detidos, na terça-feira, e serão levados a julgamento com base numa acusação provisória”, anunciou o porta-voz da Polícia das Ilhas Maurícias, Shiva Coothen, à agência de notícias France Press. Os trabalhos de remoção das duas partes do navio que encalhou e partiu-se, derramando toneladas de petróleo na costa das Ilhas Maurícias, começaram na segunda-feira.

Estima-se que mil toneladas de petróleo da carga do navio de quatro mil toneladas já tenha escapado para o mar, segundo as autoridades. O Primeiro-Ministro, Pravind Jugnauth, declarou, na semana passada, o Estado de Emergência e apelou à ajuda internacional, adiantando que o derrame “representa um perigo” para o país de 1,3 milhões de habitantes, que depende do turismo, e foi fortemente prejudicado pelas restrições de viagem causadas pela pandemia da Covid-19.

Imagens de satélite mostravam uma mancha escura a alastrar nas águas perto de zonas húmidas classificadas de “muito sensíveis” do ponto de vista ambiental. O Governo das Maurícias fechou a zona costeira da parte oriental da ilha, onde milhares de voluntários civis trabalharam durante dias para tentar minimizar os danos na lagoa de Mahebourg e proteger as zonas húmidas marinhas, poluídas pelo combustível derramado.

O Primeiro-Ministro, Pravind Jugnauth, disse que irá pedir uma compensação pelos graves danos ambientais à Nagashiki Shipping, proprietária do “MV Wakashio”, que encalhou a 25 de Julho, num recife de Pointe d'Esny.

 

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