Política

Igrejas orientam comunidades para os desafios das eleições

Edna Mussalo

Jornalista

O Conselho de Igrejas Cristãs em Angola (CICA) e a Igreja do Nosso Senhor Jesus Cristo no Mundo realizaram, on-tem, em Luanda, uma conferência que visou munir os líderes religiosos de ferramentas necessárias para melhor orientar as comunidades em período eleitoral.

30/06/2022  Última atualização 08H35
© Fotografia por: DR

De acordo com a secretária do CICA, Deolinda Dorcas Teca, o encontro enquadra-se no programa de educação cívica eleitoral e responsabilidade social das igrejas, na missão de educar, informar, consciencializar e mobilizar o povo e as comunidades.

Deolinda Dorcas Tecas referiu que, como igreja, os líderes têm a missão de conduzir para acções que levem ao bem e a um processo eleitoral ordeiro.

"Os líderes devem transmitir a mensagem de unidade entre os povos e dar o seu contributo como voz profética neste momento de cidadania, devendo todo o cristão levar a luz, a tranquilidade, para que a festa seja, de facto, da democracia e que cada um exerça o seu direito de cidadania de forma consciente, cívica e sem distúrbio", destacou.

Por seu lado, o bispo da Igreja Tocoista, Dom Afonso Nunes, disse que Cristo teve "a missão de ser o sal da Terra e luz do mundo” e, assim, "deve o povo cristão ter a responsabilidade de edificar e a capacidade de juntos apelar a uma conduta de edificação, bem como conduzir o povo a um caminho que deve pautar pela concórdia”.

Para o líder religioso, a igreja deve servir de mediador para um processo eleitoral ordeiro e os partidos políticos devem ter Angola acima de qualquer interesse particular. "O momento durante e pós-eleitoral deve ser de paz e harmonia social, evitando-se insultos e discursos musculados, chamando a atenção para os conflitos que o país viveu, não devendo nunca mais voltar'', reiterou.

Já o bispo da Igreja Metodista Unida de Angola, Gaspar João Domingos, avaliou o encontro como iniciativa que surge da necessidade da sensibilização dos dirigentes cristãos em torno das quintas eleições no país, a serem realizadas em Agosto.

Gaspar João Domingos referiu a "necessidade de informar e educar o povo e as comunidades do seu direito de cidadão de votar em democracia”.

O bispo destacou "o papel da imparcial igreja no mo-mento eleitoral e a importância de se respeitarem as diferenças, evitando-se a rivalidade e as inimizades”.

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