Economia

IGAPE cancela encontro com interessados na privatização de fábricas

Kamuanga Júlia | Saurimo

Jornalista

Os investidores interessados na privatização de empreendimentos industriais têxteis e agro-pecuários já não reúnem hoje e quinta-feira, em Luanda, como inicialmente previsto, com os gestores do Instituto de Gestão de Activos e Participações do Estado (IGAPE).

17/03/2020  Última atualização 15H32
DR © Fotografia por: Três unidades têxteis vão estar à disposição dos investidores

Uma nota do Ministério das Finanças chegada à redacção avança que o mesmo deverá acontecer em data a anunciar, tendo justificado o adiamento com a necessidade de ajustamentos face às recomendações das autoridades sanitárias sobre a prevenção contra o Covid-19.

Segundo fonte do IGAPE, o encontro visava juntar empresários, operadores da banca e fundos de investimentos, agentes de intermediação financeira e consultores. “Vamos medir o interesse público por aquilo que o Estado está a privatizar. Como é sabido, o processo de privatização já iniciou e tem suas fases de implementação. Daí que hoje, abordaremos os interessados nas unidades têxteis e amanhã sobre as indústrias agro-pecuárias”, disse.
A fonte esclareceu que, fruto das anteriores sessões, é visível a existência de forte sensibilidade e vontade de participar neste processo por parte de investidores nacionais e estrangeiros.
Ao todo, três unidades têxteis, designadamente Comandante Bula, no Cuanza Norte, África Têxtil, Benguela, e Textang II, Luanda, estarão à disposição dos interessados nessa fase às quais se juntam as fazendas Quizenga e Pungo Andongo, Malanje; Cubal, Benguela; e Longa, Cuando Cubango.
Num prazo de quatro anos, o Programa de Privatizações (PROPIV) do Governo prevê passar para a esfera privada 195 empresas.
O IGAPE assegura que o programa não coloca em risco os postos de trabalho nem põe em causa a soberania das actividades do Estado, mas sim dá maior eficiência às empresas e perspectiva o aumento do rendimento das famílias.
Segundo a Lei de Base das Privatizações, estas podem ser feitas de várias formas, entre as quais, a da alienação parcial, minoritária ou maioritária dos activos de uma determinada empresa.
Entre as empresas que o Estado angolano prevê alienar, o destaque recai para a petrolífera Sonangol, a transportadora área nacional TAAG, os Correios de Angola, a Angola Telecom, a Empresa Nacional de Seguros de Angola (ENSA), a Empresa Nacional de Diamantes de Angola (Endiama), as participações na operadora Unitel, nos bancos de Comércio e Indústria (BCI) e Económico (BE), a cimenteira Nova Cimangola, a BODIVA, entre outras.


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