Economia

IGAPE aprova contas da Edições Novembro

Isaque Lourenço

Jornalista

O Instituto de Gestão de Activos e Participações do Estado (IGAPE) aprovou, com reservas, as contas de 2021 da Edições Novembro E.P.

08/08/2022  Última atualização 09H35
© Fotografia por: Agostinho Narciso

O auditor independente às contas da Edições Novembro E.P observou, no relatório do exercício de 2021, o facto de nos anos de 2015, 2017, 2019 e 2020 não terem sido apresentadas garantias suficientes de que os relatórios teriam sido aprovados pelo accionista Estado.

De acordo com a Delloite & Touche - Auditores, Limitada, as informações obtidas (prova de auditoria), referente ao período até 31 de Dezembro de 2021, foram suficientes para proporcionar uma base para "a nossa opinião de auditoria com reservas”.

Um dado que salta à vista, no parecer emitido pelo auditor, refere-se ao facto de algumas reservas observadas nos resultados da actividade de 2020 terem sido esclarecidas, embora outras ainda se mantenham.

Trata-se da primeira vez que as contas da empresa são aprovadas pelo accionista, após parecer independente de entidades especializadas.

A Edições Novembro E.P publica, neste momento, 11 títulos entre diário (Jornal de Angola), bi-semanário (Jornal dos Desportos); semanário (Economia & Finanças), quinzenais (Metropolitano de Luanda e Cultura – Jornal Angolano de Artes e Letras) e os Regionais (Nkanda, Chinguvu, Angoleme, Planalto, Ventos do Sul e Litoral), respectivamente.

Já o Conselho Fiscal reconheceu a abertura dos órgãos de gestão na partilha de informações cruciais. Esta entidade foi de parecer favorável a que o Conselho de Administração aprove as contas de 2021.

"O Conselho Fiscal acompanhou de forma continuada a evolução das actividades da Edições Novembro, E.P, com a periodicidade e extensão que consideramos adequada, a evolução da actividade, a regularidade dos registos contabilísticos e o cumprimento das rotinas legais e estatutárias aplicáveis, Regozijamos o Conselho de Administração e os diversos serviços da empresa, por terem sido disponíveis e colaborado de forma activa na entrega de informações e no atendimento de pedidos de esclarecimentos necessários à emissão do nosso parecer”, lê-se no comentário ao relatório emitido pelo Conselho Fiscal.

Da actividade operacional, a tesouraria embolsou cerca de Kz 968 547 982,33 (novecentos e sessenta e oito milhões, quinhentos e quarenta e sete mil, novecentos e oitenta e dois kwanzas e trinta e três cêntimos), sendo 770 577 377,92 de kwanzas de venda de diversos espaços publicitário e Kz 65 517 004,08 de venda de jornais. Em 2021, o subsídio do Estado continua a ter um peso significativo na estrutura da receita da em-presa, que representa 87,70 por cento do total contra apenas 12,11 por cento gerada pela actividade operacional, ou seja, fundos próprios.

Quanto à venda de espaços publicitários por títulos, o Jornal de Angola sobrepôs-se entre os demais títulos, com uma arrecadação líquida de 826,01 milhões de kwanzas, seguido do Jornal dos Desportos com 5, 95 milhões e, por último, o Jornal de Economia e Finanças com 2,3 milhões de kwanzas. Em relação ao plano de venda de publicidade do ano 2021, a Edições Novembro E.P previa uma facturação de 984,9 milhões de kwanzas. Todavia, durante o exercício em análise a arrecadação líquida foi de 929,6 milhões, correspondendo a -5,61 por cento em relação ao plano. Sobre os investimentos, durante o ano de 2021, foram efectuados investimentos no valor global de Kz 589 974 343,48 (quinhentos e oitenta e nove milhões, novecentos e setenta e quatro mil e trezentos e quarenta e três kwanzas e quarenta e oito cêntimos).

A empresa fecha ano de 2021 com um resultado negativo no valor de Kz 123 070 822, devido ao facto do subsídio operacional ser transferido sob forma de realização do capital social, bem como o aumento das reportagens para o exterior do pais, que se intensificaram em relação ao ano anterior, agravado pelo elevado custo dos bilhetes de passagem e uma taxa de câmbio elevada (kwanza vs dólar americano), bem como, o reduzido número de voos, o que causou um impacto negativo.

 

Efectividade

A Edições Novembro iniciou a actividades do ano 2021 com 1.061 funcionários. Destes, 860 no regime de contracto por tempo indeterminado, 61 por regime de contracto por tempo determinado e 140 na condição de reformados sob tutela da empresa. Terminou o período em análise com 966 funcionários, sendo, 831 no regime de contrato por tempo indeterminado, 73 na condição de contracto por tempo determinado e 62 reformados.

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