Política

IGAE recomenda ponderação na execução das despesas públicas

O delegado provincial da Inspecção-Geral da Administração do Estado (IGAE) no Cuanza-Norte, Simão Mateus aconselhou, ontem, na vila de Golungo Alto, aos gestores públicos maior ponderação na execução das despesas públicas.

08/01/2022  Última atualização 08H55
Sector do comércio foi o que mais irregularidades registou seguido pelas áreas da Indústria © Fotografia por: DR
O inspector que falava num encontro com membros da administração local do Estado e gestores de empresas privadas disse que o incumprimento das normas que regem a execução das despesas e o bom funcionamento das instituições públicas, implicará sanções graves e responsabilização aos infractores.

Simão Mateus afirmou que essa ponderação deve ser igualmente observada, por particulares que tenham relações financeiras com o Estado angolano, sob pena de incorrerem em actos que concorrem para a criminalidade.

"O IGAE será implacável com os gestores que continuarem com práticas de corrupção, nepotismo e outros males que enfermam a sociedade angolana. Muitas instituições públicas continuam ainda a prestar um serviço burocrático, facto que estimula a corrupção, por isso, deve  ser evitada, com a prestação de um bom serviço”, advertiu o inspector.

No Namibe foram registados durante 592 visitas inspectivas realizadas em diversas empresas públicas e privadas pela Direcção de Inspecção Geral do Trabalho (IGT) na província. 

A chefe de Inspecção, Laura Magalhães, disse que a falta de pagamento de segurança social,  assistências médica aos trabalhadores, falta de folhas de salários e  incumprimento de salário mínimo nacional, são as infracções mais detectadas.

Laura Magalhães informou que  o sector do comércio foi o que mais irregularidades registou, seguido pelas áreas da prestação de serviços, agricultura e Indústria."Aplicamos 71 multas, que resultaram na arrecadação para os cofres dos Estado de quatro milhões e 892 mil  kwanzas".

A inspectora explicou que no mesmo período foram mediados 227 conflitos laborais, dos quais,  156 resolvidos a favor dos trabalhadores, 12 a favor do empregador e 59 remetidos à Procuradoria-geral da República. "Os conflitos resultaram na indemnização de dois milhões 334 mil 454 kwanzas a  59 trabalhadores" .

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