Política

IGAE instaura inquérito contra a TAAG

Alberto Coelho | Cabinda

Jornalista

A Inspecção Geral da Administração do Estado (IGAE) em Cabinda abriu um processo de inquérito à direcção local da TAAG para aferir as denúncias contra funcionários da empresa, segundo as quais estão a cobrar ilicitamente valores aos passageiros que pretendam viajar da província mais a Norte do país para Luanda.

15/07/2021  Última atualização 06H00
© Fotografia por: DR
A sindicância à TAAG deve-se à detenção, na terça-feira, de um funcionário da TAAG, alegadamente por cobrança ilícita de valores a passageiros que se achavam na lista de espera para viajarem à capital do país.
A detenção, através de uma operação coordenada entre inspectores da IGAE e efectivos do Serviço de Investigação Criminal (SIC), ocorreu no momento em que o suspeito, 34 anos, no exercício das suas funções no balcão da TAAG, procedia à cobrança indevida de 30 mil kwanzas.

A cobrança serviria para alistar pessoas interessadas a viajar, num momento em que se regista uma fraca frequência de voos para Cabinda. O delegado da IGAE em Cabinda, José Manuel, disse, ao Jornal de Angola, que o funcionário da TAAG foi detido em flagrante mediante a denúncia de um passageiro que pretendia embarcar para Luanda.

"Despoletámos os nossos serviços e averiguámos que o passageiro tinha feito uma transferência de 30 mil kwanzas para um suposto intermediário e este, por sua vez, contactou o funcionário da TAAG. É uma rede que pretendemos desmantelar para banir essa prática, em prol do bem do cidadão”, garantiu.

Segundo José Manuel, a Delegação Provincial da IGAE tem recebido muitas reclamações de cidadãos em relação ao comportamento menos digno de funcionários da TAAG envolvidos em esquemas de corrupção no Aeroporto de Cabinda. 

"Há um conjunto de medidas que vamos tomar nos próximos dias para averiguarmos o que se passa no aeroporto. Há denúncias de cidadãos aflitos que pagam 30 a 50 mil kwanzas aos funcionários da TAAG, bem posicionados, para poder viajar”, revelou.

O esquema fraudulento dos funcionários da TAAG em voos de Cabinda/Luanda e vice-versa já é do conhecimento do Conselho de Administração da empresa que criou uma comissão de investigação que esteve, recentemente, nesta província para apurar a veracidade dos factos.

Num comunicado,  o Conselho de Administração da TAAG garante que "caso sejam confirmadas as práticas denunciadas, os seus autores serão indiciados e responsabilizados, nos termos da Lei e do Código de Ética da empresa”. 



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