Política

IGAE inaugura centro de atendimento ao público no Cuanza Sul

Casimiro José| Sumbe

A Delegação da Inspecção Geral da Administração do Estado (IGAE) no Cuanza-Sul inaugurou, na cidade do Sumbe, um centro de atendimento gratuito com linhas multi-dimensionais, como instrumento de denúncia para o cidadão, bem como para avaliar e fiscalizar a acção dos órgãos da Administração local do Estado e seus agentes.

02/12/2022  Última atualização 08H51
IGAE inaugura centro de atendimento ao público no Cuanza Sul © Fotografia por: DR

No acto de inauguração, a delegada da IGAE no Cuanza-Sul, Luísa Natividade Bongo António, disse que o Call Center na província é uma valência para o controlo social, através do qual o cidadão, em todos os domínios da vida, pode apresentar denúncias sob a forma anónima, com recurso ao telefone público.

Fez saber que a IGAE espera da funcionalidade do Call Center queixas e reclamações, sem quaisquer custos, e que os utilizadores se transformem num mecanismo regular de denúncia da má actuação dos gestores públicos e dos agentes.

"A gratuidade da linha telefónica tem como objectivo facilitar aos cidadãos com incapacidade financeira, em acederem à plataforma de comunicação para denúncias, sendo a forma encontrada para atender a um maior número de denúncias, primando pela qualidade no tratamento das mesmas”, disse.

Agradeceu o gesto do governador provincial do Cuanza-Sul, Job Capapinha, pelo seu engajamento institucional, ao corpo de inspectores que trabalham incansavelmente no cumprimento das orientações.

Operacionalização

A delegada da IGAE considerou a inauguração do Call Center a resposta dada à cultura do silêncio, que se regista na província. "Estamos preocupados com a cultura do silêncio por parte dos cidadãos da província. Por isso, colocamos à disposição o Call Center bastando utilizar o número 119 grátis, as pessoas podem fazer a participação”, reforçou.

Para o presente e o futuro, Luísa Natividade Bongo António anunciou a realização de acções extraordinárias, que consistem na mobilização de homens e meios, capazes de propiciar actuar para detectar casos em flagrante delito aos funcionários públicos e agentes administrativos, que actuem á margem da Lei.

"Temos como foco imediato, a criação de condições materiais e humanas, que nos permitam actuar, de forma consistente para que, em tempo útil, possamos detectar actos que lesam os interesses do Estado”, frisou.

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