Economia

Huambo relança e diversifica produção de espécies de café

Uma campanha de plantação de 1.500 espécies de café arábica, de variedade acauã, acauã novo, foi lançada, quarta-feira, na aldeia de Cangongo, município do Mungo, no seguimento de um programa de revitalização da agricultura familiar nessa região, que dista cerca de 160 quilómetros da cidade do Huambo.

15/11/2019  Última atualização 09H28
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No lançamento da campanha, o ministro da Agricultura e Florestas, António Assis, destacou o valor comercial do café, depois da sua transformação, melhorando significativamente o rendimento das famílias camponesas que, disse, “não podem ficar apenas pelo cultivo do milho, feijão e outros produtos.”
Na aldeia de Cangongo, os 1. 500 pés de café foram distribuídos por 30 famílias da povoação, devendo cada uma cuidar de 500 plantas, num extensão de 30 hectares. As pessoas seleccionadas, na primeira fase, terão o acompanhamento técnico do Instituto Nacional de Café e do Desenvolvimento Agrário, para rentabilizar a cultura em pouco tempo. “É preciso que as famílias camponesas se empenhem na plantação de café e a partir do momento em que receberam os cafezeiros têm uma responsabilidade acrescida de cuidá-los”, destacou António Assis, notando que a cultura do café no Huambo não é nova.
Com a revitalização da cultura de café arábica, segundo um programa do Governo do Huambo, pretende-se que a província supere as cifras do passado, quando chegou a ser um dos maiores produtores de café arábico de Angola, com uma colheita de cerca de 1.600 toneladas de café comercial em cinco mil hectares nos municípios do Mungo, Chicala Cholohanga, Bailundo, Londuimbali e Huambo.
No ano agrícola 2019/2020 estão disponíveis, numa primeira fase, cerca de 80 mil mudas de café arábica, sendo 1.500 da variedade de acauã novo, 65 mil da variedade mundo novo. A plantação do café arábica, de acordo o Instituto Nacional do Café, começa a ser rentável a partir de 500 plantas, pelo que cada família pode suportar cem mil.

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