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Huambo: Crimes com armas tendem a aumentar

O director do Gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa da Delegação Provincial do Huambo do Ministério do Interior disse que a prática de crimes, com recurso à armas de fogo, tem estado a criar, nos últimos dias, sentimento de intranquilidade e pânico no seio dos munícipes, em particular das famílias residentes nos bairros periféricos da cidade.

20/07/2020  Última atualização 22H41
Francisco Lopes | Edições Novembro | Huambo © Fotografia por: Ângulo da cidade do Huambo onde ocorreram diversos crimes

Martinho Kavita Satito, que falava em conferência de imprensa, depois da apresentação de elementos de três grupos de marginais desmantelados na semana finda, assegurou que a Polícia Nacional e o Serviço de Investigação Criminal vão continuar a intensificar as acções que visam devolver a tranquilidade pública. Os três grupos de marginais desmantelados, compostos por três a quatro elementos cada, eram liderados por “Dijo”, “Afro” e “Stona” e dedicavam-se à prática de crimes de roubo e furto, com realce em residências e estabelecimentos comerciais (cantinas), com auxílio de armas de fogo, actuando nos bairros da cidade do Huambo e no município do Ecunha.

Os grupos de marginais, frisou, foram desmantelados através de denúncias de populares, uma atitude que Martinho Kavita Satito considerou positiva, por ajudar os efectivos da Polícia a desactivá-los e reforçar a segurança pública nas comunidades.

A província do Huambo registou, em Junho, 274 ocorrências, contra 315 do mês de Maio, com a detenção de 52 pessoas, com idades compreendidas entre os 16 e 60 anos, implicados em diversos crimes. A Polícia apreendeu no mês passado quatro viaturas, seis armas de fogo do tipo AKM, uma pistola, munições, sete motorizadas e diversos electrodomésticos. No mês de Junho, apontou Martinho Kavita Satito, a Polícia Nacional desmantelou cinco grupos de marginais, entre eles os denominados “Os trezentos e um”, “M-23” e “Chipa”, durante operações e buscas dirigidas.

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