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HRW denuncia execuções anárquicas

A organização não-governamental (ONG) Human Rights Watch (HRW) denunciou, ontem, que registou, durante seis anos, dezenas de execuções extra-judiciais de “supostos terroristas” pelas forças de segurança egípcias, mas que na realidade estas pessoas não representavam perigo iminente.

13/09/2021  Última atualização 09H35
© Fotografia por: DR
Segundo a organização de defesa dos direitos humanos, citada pela Efe, essas execuções foram realizadas pela Polícia e pelos serviços de informação, alegando que as mortes resultaram de confrontos armados.

No entanto, a HRW recolheu depoimentos e evidências que sugerem que esses "supostos homens armados que morreram nos tiroteios não representavam um perigo iminente para as Forças de Segurança quando foram mortos e, em muitos casos, já estavam sob custódia”.
 A ONG referiu que o Ministério do Interior egípcio informou entre Janeiro de 2015 e Dezembro de 2020 sobre as mortes, de pelo menos 755 pessoas, em 143  confrontos,  nos quais apenas um suspeito foi preso.

A HRW declarou que essas práticas proliferaram depois que o Presidente egípcio, Abdel Fatah al-Sisi, afirmou em Junho de 2015, após o assassínio do então procurador-geral, que as leis e os tribunais não eram suficientes na luta contra os islamitas e defendeu uma "justiça acelerada”.

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