Sociedade

Hospital Geral de Luanda precisa de mil técnicos de enfermagem

Manuela Gomes

Jornalista

O Hospital Geral de Luanda (HGL) está a precisar de cerca de mil enfermeiros, para atender com dignidade os mais de 900 pacientes que acorrem, diariamente, aos bancos de urgência da instituição, informou ontem, em Luanda, o seu director-geral.

24/07/2021  Última atualização 07H00
Cruz Vermelha minimiza carências do Hospital Geral de Luanda © Fotografia por: Dombele Bernardo | Edições Novembro
Bernabé Lemos, que falava à imprensa, por ocasião da recepção de medicamentos e de outro material gastável, doados pela Cruz Vermelha de Angola (CVA), referiu que, actualmente, o hospital tem estado a receber um número muito elevado de pacientes.

O director-geral do HGL justificou o número de doentes, pelo facto de a unidade estar localizada na periferia da cidade de Luanda. "Assistimos cerca de dois milhões de habitantes, o que nos expõe a muitos gastos diários, em termos de medicamentos”, disse.Actualmente, o hospital conta com 544 funcionários, dos quais 65 médicos e 271 enfermeiros. Explicou que "os medicamentos nunca são suficientes”, principalmente nesta altura de "pico” de casos de malária.

Sobre essa enfermidade, Bernabé Lemos avançou que, em média, o HGL atende cerca de 120 pacientes, sendo que, diariamente, o número oscila entre os quatro e dois casos. Para outras patologias, os registos ficam de seis a oito doentes.O director-geral explicou que os bancos de urgência do hospital já não registam um grande afluxo de pacientes, comparativamente aos dias anteriores.

Entre as patologias mais frequentes, o HGL regista casos de malária,  anemia severa, mal nutrição, ferimentos por acidentes de viação e agressões físicas com recurso à arma branca.

Com uma capacidade para 355 camas, das quais 242 para a ala materno-infantil e 44, na pediatria, o Hospital Geral de Luanda presta assistência à rede sanitária primária e auxilia, também, as unidades clínicas terciárias.
Reforço de medicamentos

A CVA entregou meia tonelada de medicamentos ao HGL, entre antibióticos, vitaminas, anti-espamódicos, anti-cépticos, água destilada, sistemas de transfusão de sangue, anti-palúdicos e outros materiais gastáveis.

No que toca ao stock de fármacos daquele hospital, o director geral explicou que a unidade tem adquirido medicamentos essenciais, em função da demanda. O hospital é, também, abastecido pela Central de Compras do Ministério da Saúde e de doações varias instituições.

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