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Hospital dos Dembos reabre no final deste ano

José Bule|Bengo

Jornalista

As obras de reabilitação do Hospital Regional dos Dembos, na província do Bengo, que decorrem desde Janeiro último, no âmbito do Plano Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM), podem ficar concluídas no final deste ano, para garantir melhores serviços de assistência médica e medicamentosa à população, anunciou, ontem, ao Jornal de Angola, o director municipal da Saúde.

15/09/2021  Última atualização 06H05
Obras começaram em Janeiro no âmbito do Plano Integrado de Intervenção nos Municípios © Fotografia por: Edmundo Eucílio | Edições Novembro | Bengo
Sebastião Gongo avançou que, depois da conclusão dos trabalhos, o hospital, com capacidade para 60 camas, vai poder oferecer serviços de maternidade, estomatologia, banco de urgência, pediatria, cirurgia, bloco operatório, laboratório de análises clínicas, raio-x, hemoterapia, farmácia, entre outros, e atender, além da população local, cidadãos provenientes das províncias do Uíge e do Cuanza-Norte.


Explicou que, actualmente, as diferentes áreas de serviço do referido hospital funcionam, provisoriamente, no interior da Biblioteca Municipal, instituição que deixou de exercer o seu real papel para acolher os que necessitam de assistência médica e medicamentosa.


"Tendo em conta às obras de reabilitação, em Janeiro deste ano fomos obrigados a transferir os serviços do hospital para a biblioteca. Mas, dentro de poucos meses, voltaremos às estruturas da maior unidade de saúde deste município, porque os trabalhos caminham para a recta final”, disse, sublinhando que alguns serviços como o de raio-x e estomatologia, por exemplo, deixaram de funcionar por falta de espaço.


Quanto à cobertura sanitária do município, que dista a 180 quilómetros da cidade de Caxito, Sebastião Gongo disse que a localidade conta com 148 técnicos de saúde, dos quais sete médicos. "Para minimizar a carência de quadros, estamos em contacto com o Gabinete Provincial de Saúde, para que, a partir do próximo concurso público, possamos contar com mais 15 médicos e pelo menos 50 enfermeiros”.


Segundo o responsável, Dembos necessita de pelo menos dez milhões de kwanzas por mês, para, por exemplo, assegurar a compra de reagentes para os laboratórios de análises clínicas e fazer a aquisição de combustível e medicamentos, apesar de receber algumas quantidades de fármacos provenientes do Gabinete Provincial da Saúde.
"Enfrentamos muitas dificuldades para efectuar algumas despesas. A quota financeira mensal é muito baixa e varia muito. Algumas vezes recebemos dois milhões de kwanzas e outras vezes menos do que isso”, esclareceu.


Situação nas comunas


A Direcção Municipal da Saúde trabalha para colocar pelo menos um médico em cada um dos centros e postos de saúde em funcionamento nas comunas dos Dembos. O Piri já tem a situação minimizada, com a presença de dois médicos, enquanto as comunas de São José das Matas (antigo Quoxe) e Paredes continuam sem especialistas de saúde.


O município necessita, principalmente, de clínicos gerais, ortopedistas e obstetras, para melhorar o atendimento nos quatro centros médicos e seis postos de saúde em funcionamento na localidade, onde a malária, as doenças respiratórias e diarreicas agudas, infecções urinárias, gastrite, hipertensão arterial, febre tifóide, tuberculose e malnutrição são as patologias mais frequentes.


De acordo com o director municipal da Saúde, Sebastião Gongo, a malária continua a ser a principal causa das mortes registadas no município. Realizámos, disse, vá-rias campanhas de sensibilização, acções de fumigação nos bairros e consultas de rotina nas comunidades.
"Este município possui um total de 40 bairros e já passamos em 17 localidades, onde realizámos consultas de rotina a milhares de cidadãos”, disse Sebastião Gongo.

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