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Hospital do Zaire é concluído no próximo ano

O Hospital Geral do Zaire, em construção no bairro Nzolani, Mbanza Kongo, vai ser concluído e entregue até finais de Agosto de 2023, garantiu, ontem, à imprensa, o director da empresa empreiteira.

30/09/2022  Última atualização 07H35
Meta da empreiteira é construir uma unidade hospitalar de referência nacional © Fotografia por: Garcia Mayatoko | Edições Novembro | Mbanza Kongo

Numa visita de constatação do governador Adriano Mendes de Carvalho, Victor Damásio assegurou que grande parte da alvenaria já foi feita pela empresa Vamed Engeinneering Deutschland.

Após a conclusão, garantiu, o Hospital Geral do Zaire vai ter uma área total de 27 mil metros quadrados, com capacidade para 318 camas. A formação do pessoal está, também, sob a responsabilidade pela empresa construtora, que cobrou 87 milhões e 850 mil euros para a conclusão do projecto.

"Depois de entregar a obra, vamos ficar um ano a apoiar os novos funcionários, com formações quanto ao manuseamento dos equipamentos, como na gestão de processos de trabalho, pois queremos, no final, é um hospital moderno e funcional”, avançou.

O empreendimento, de dois pisos, vai ter, ainda, 18 laboratórios de especialidades, sete blocos operatórios, seis enfermarias de internamento, diversas estruturas acopladas e prestará serviços médicos diversificados, com destaque para Medicina Geral, Pediatria, Hemodiálise, Cardiologia e Urologia.

A empreiteira tem orientações para construir, igualmente, uma Escola de Saúde, para formação de médicos e técnicos, ligados ao sector hospitalar, assim como um serviço de pediatria independente.

 Vias de acesso

A vice-governadora provincial para os Serviços Técnicos e Infra-estruturas do Zaire, Ângela Diogo, disse que, com a aproximação da conclusão das obras, o governo está empenhado na abertura dos próximos acessos ao futuro Hospital Geral. "Existem muitas construções aos arredores do hospital, em parte devido ao tempo que a obra ficou com os trabalhos parados. No início da construção, em 2014, não havia  construções nos arredores, mas,  hoje, cinco anos depois, há uma ocupação acentuada de terrenos e novas casas”, disse.

Em função da ocupação anárquica do espaço adjacente ao hospital, Ângela Diogo informou que o Governo do Zaire já está a estudar  as formas de expropriações. "Estamos a analisar quais as variantes a usar, mais onerosas, para fazer as expropriações”, frisou.

Para a vice-governadora, existem três soluções para resolver a situação. "Pela dimensão que se pretende para o hospital, este deve ter acessos capazes de permitir o tráfego célere”, acrescentou.

Quanto à construção da Escola de Saúde, a governante espera por um Instituto Superior, capaz de acudir as necessidades dos jovens da província. "Temos um défice de técnicos de saúde locais. O Zaire já tem Institutos Médios de Ciências da Saúde. Agora, precisa de um superior”, frisou.

Muitos dos quadros, formados em Saúde na província, lamentou, tendem a deixar o Zaire, por não terem como fazer a formação superior. "Por isso, seria bom ter um Instituto Superior de Ciências de Saúde”, disse.


Jaquelino Figueiredo

e Garcia Mayatoko | Mbanza Kongo

 

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