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Hospital do Zaire concluído com financiamento alemão

As obras de construção do Hospital Geral do Zaire, em Mbanza Kongo, paralisadas em 2016, vão ser retomadas, ainda este ano, com um financiamento da Alemanha, anunciou a ministra de Estado para Área Social, Carolina Cerqueira. Carolina Cerqueira falava no fim da visita a vários projectos de impacto social em Mbanza Kongo.

21/06/2021  Última atualização 09H15
Carolina Cerqueira reconheceu que a população precisa de uma unidade hospitalar maior © Fotografia por: Garcia Mayatoko | Edições Novembro | Mbanza Kongo
Projectado para 400 camas, o hospital, quando for concluído, vai oferecer serviços de saúde de alta tecnologia à população local.

 "Viemos visitar este mega projecto. Já tem financiamento da Alemanha. Ainda este ano, pensamos que vão ser retomadas as obras para a conclusão da infra-estrutura", afirmou.

Entre as especialidades previstas para a nova unidade hospitalar estão as de pediatria, hemodiálise, cardiologia. Está igualmente prevista uma Escola Técnica de Saúde que vai servir de base para a formação de quadros médios e técnicos para o manuseamento do equipamento tecnológico que vai ser instalado na unidade.

A ministra de Estado para Área Social reconheceu as dificuldades que a população do Zaire enfrenta neste domínio, porque o actual hospital provincial é exíguo para a grande procura dos serviços de saúde.

Considerou que a conclusão do novo hospital, cujo valor não avançou, vai oferecer serviços de alta tecnologia à população e mitigar as dificuldades que ainda enfrenta do ponto de vista do atendimento de saúde e medicamentoso.


Obras da centralidade


Em relação às obras da centralidade de Mbanza Kongo, a cargo da empreiteira "Omatapalo” e paralisadas em 2012, a ministra de Estado considerou que os 220 apartamentos projectados não satisfazem as necessidades dos jovens, sedentos por casa própria.

"Visitamos o conjunto de projectos que vão constituir a urbanização de Mbanza Kongo, com algumas residências.

Pensamos que é o início daquilo que poderá ser um projecto com maior dimensão, porque o número de casas projectadas não vai responder à procura da juventude, nem da população local. Tivemos a oportunidade de ver que há muita juventude na região, então temos que equacionar estes problemas. Vamos levar isso à consideração superior e certamente que vão ser tomadas decisões importantes que se venham juntar às preocupações que têm vindo a ser levantadas pelo governador local”, sublinhou.

Carolina Cerqueira referiu que a maior parte dos projectos previstos no Plano de Desenvolvimento Nacional (PDN) 2018/2022 ficou condicionada por causa do surgimento da pandemia da Covid-19. Mas reafirmou a vontade do Executivo em materializá-los.

"Como temos salientado, a pandemia da Covid-19 veio regredir os grandes projectos que tínhamos no âmbito do PDN 2018/2022. Mas estamos com o mesmo compromisso e com a mesma decisão de aumentar a rede rodoviária e a oferta de moradias a nível de todo o país, sem discriminação de qualquer região, seguindo um plano de desenvolvimento sustentável, tendo em conta as questões demográficas, o número de habitantes por cada província e as necessidades das populações”, lembrou.

Disse ser por essa razão que tem trabalhado em várias províncias para o acompanhamento e constatação, com vista a ter uma imagem e conhecimento geral da situação social, dos projectos em curso e da necessidade de lançamento de novos projectos que vão aprimorar o atendimento à população nos domínios da saúde, educação e outros serviços essenciais.


Programa "Kwenda"

Quanto ao projecto de fortalecimento de Transferências Sociais Monetárias "Kwenda”, Carolina Cerqueira informou que está a ser executado de forma satisfatória em várias províncias e neste momento estão previstas as províncias do Uíge e Cabinda.

 "O Kwenda oferece oportunidades de novos serviços. A partir do cartão Kwenda as famílias estão a ser empoderadas para fazer pequenos negócios e enfrentar as dificuldades do dia-a-dia. O Kwenda é o maior e mais robusto programa social do Executivo desde a Independência Nacional. E o facto de estarmos a trabalhar com equipamentos das novas tecnologias como o telefone e multicaixa está a levar o desenvolvimento e o progresso ao interior de Angola”, destacou.


A ministra de Estado para a Área Social visitou a província do Zaire na quinta e sexta-feira passadas.


Jaquelino Figueiredo e
Fernando Neto | Mbanza Kongo

 

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