Mundo

Homens armados matam 48 pessoas

Pelo menos 48 pessoas foram mortas em ataques realizados por homens armados em três aldeias do Estado de Zamfara, no Noroeste da Nigéria, revelou, este domingo, à France-Press um responsável local e um habitante.

09/05/2022  Última atualização 12H35
© Fotografia por: DR

"No total, 48 pessoas foram mortas pelos bandidos nas três aldeias (Damri, Sabon Garin e Kalahe), atacadas na sexta-feira à tarde”, disse o funcionário administrativo do distrito de Ba-kura, Aminu Suleiman, confirmando um testemunho de um residente.

 Segundo Suleiman , a  aldeia de Damri foi a mais atingida, onde os homens armados mataram 32 pessoas, incluindo dois polícias. "Atacaram um hospital em Damri, onde dispararam sobre os doentes que recebiam tratamento e queimaram um veículo da Polícia, matando dois agentes”, acrescentou.

"Graças à intervenção  do Exército”, prosseguiu, "que mais tarde foi destacado para a zona, que conseguiu obrigar os atacantes a fugirem”.

Abubakar Maigoro, um residente de Damri, fez a mesma avaliação: "Enterrámos 48 pessoas mortas nos ataques”, disse à France Press, acrescentando que,  "a chegada dos soldados forçou os bandidos a recuar, deixando para trás o gado e os alimentos que estavam a saquear”.

A Polícia, que não confirmou a violência, não respondeu ao questionamento da France Press.

Apesar das operações militares e amnistias concedidas pelas autoridades, os ataques estão a aumentar nas regiões Noroeste e Central do país, o  mais populoso de África.

Só nos últimos dois meses, grupos armados atacaram  um comboio na capital Abuja, raptaram dezenas de passageiros. Na mesma região  mataram mais de 100 aldeões e massacraram uma dúzia de membros de Grupos de Autodefesa.

No início  do ano, mais de 200 aldeões foram mortos no Estado de Zamfara.

Segundo a organização não governamental (ONG) Acled, "os terroristas mataram mais de dois mil civis em 2021, um aumento de 250% em relação a 2020.

O Presidente do país  Muhammadu Buhari, um antigo general do Exército, está a terminar o segundo mandato debaixo de fortes críticas pela sua aparente incapacidade em conter a violência.

 

 

 

 

 

Comentários

Seja o primeiro a comentar esta notícia!

Comente

Faça login para introduzir o seu comentário.

Login

Mundo