Economia

Hidrocarbonetos financiam adopção de renováveis

A percepção institucional angolana da questão da transição energética preconiza uma economia mais ecológica, com a implementação de políticas ambientais sectoriais, financiadas pelo potencial petrolífero do país, declarou o ministro de Estado para a Coordenação Económica na abertura da 2ª Conferência Angola Oil & Gas.

10/09/2021  Última atualização 05H15
Ministro de Estado para a Coordenação Económica na conferência © Fotografia por: Rafael Tati | Edições Novembro
Segundo Manuel Nunes Júnior, "Angola precisa de desenvolver o seu potencial petrolífero para financiar o desenvolvimento de uma economia mais verde, com a implementação de políticas ambientais sectoriais, que visam o desenvolvimento da cadeia do upstream de forma sustentada, com o aproveitamento do gás natural para a geração de energia, reduzindo deste modo a sua queima”.

O ministro insistiu que "o Governo angolano subscreve as iniciativas de conservação do ambiente, incluindo a introdução gradativa de energias renováveis na matriz energética nacional e mundial”, apresentando como demonstração dessa opção política, a associação da estatal Sonangol a duas empresas operadoras internacionais para desenvolver projectos de energia fotovoltaica no Namibe e Huíla, que poderão produzir no, seu conjunto, cerca de 130 megawatts. 

A anteceder a estas declarações, o ministro pronunciou questões como a monetização do gás natural, onde destacou projectos de aceleração da produção de gás natural não associado e de optimização da produção de gás associado, bem como da promoção do conteúdo local, este, considerado um assunto "muito importante que os quadros nacionais e as empresas nacionais tirem proveito das grandes oportunidades geradas pela cadeia de valor deste sector”.

"Este é um factor que, pela sua grande importância e significado, deve ser considerado nos estudos de viabilidade dos projectos de investimento para o sector petrolífero”, propôs Manuel Nunes Júnior, lembrando que o Governo "aprovou, em 2020, um novo Regime Jurídico para o Conteúdo Local do sector petrolífero, cuja supervisão está a cargo da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis”.O ministro Manuel Nunes Júnior prometeu que o Governo "prestará a devida atenção às conclusões e recomendações que resultarão dos debates e discussões ao redor destes temas”.

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