Opinião

Há condições para irmos à Côte d´Ivoire?

António Félix

Jornalista

O facto dos Palancas Negras estarem isentos da preliminar de apuramento para as eliminatórias da 34ª edição da Taça de África das Nações (CAN), a ter lugar de 23 de Junho a 23 de Julho de 2023, na Côte d´Ivoire, é um detalhe que deve fazer rapidamente a Federação Angolana de Futebol fazer tudo para que a selecção tenha tudo em dia quando entrar em prova.

25/01/2022  Última atualização 06H40
Um dos factores importantes , depois deste anúncio saído do sorteio realizado na sexta-feira passada, em Douala (Camarões), que integra a Selecção Nacional de Honras num  grupo de 42 países, apurados automaticamente para a segunda fase da competição, a criação condições e estímulos para o treinador trabalhar à vontade. Sem elas o técnico Pedro Gonçalves terá, certamente, razões de fundo para justificar a sua saída do leme da selecção de todos nós.

Uma delas, como o próprio dissera certa vez, e  que vários antecessores seus já haviam dito é a  falta de pagamento, em dia, dos seus salários pela Federação Angolana de Futebol.
De viva voz ou à boca pequena, muitos adeptos e dirigentes afiançam que uma das causas do fracasso competitivo que o treinador anotou na fracassada campanha competitiva para o Mundial do Qatar foram as alegadas "fintas" da Federação Angolana de Futebol quanto à irregularidade dos seus ordenados.

Quando o técnico assumiu o vínculo com a federação esta instituição não deu a conhecer, publicamente, quanto é que ganharia por mês, até ao apuramento ao Mundial do Qatar, meta que, entretanto,  não alcançou.  A federação deu primazia a um silêncio tumular sobre o valor do contrato.
É que a revelação de cifrões ajuda sempre aquilatar a responsabilidade carregada por um treinador numa determinada missão, numa campanha e, vai daí a cobrança de responsabilidade em caso de fracasso.

O actual treinador dos Palancas Negras tinha prometido tecer um conjunto coeso e competitivo, capaz de jogar de igual para igual com as selecções de grande referência no continente. Não se lhe pediu o céu e a terra, mas Pedro Gonçalves  tinha um "tecto máximo" a atingir: a fase final do Mundial de 2022, no Qatar.

O País depositou uma enorme confiança para esta (difícil) missão. Muitos adeptos sonharam, porque jamais almejaram ver Angola ausente da prova onde já esteve em 2006, na Alemanha, mas, depois, a ver navios no da África do Sul, em 2010, no Brasil, 2018 e Rússia, 2022.
O futebol angolano até agora, parece não ter uma matriz, uma identidade e, foi por causa disto que os Palancas passaram e continuam a passar  pelas piores derrotas mesmo quando os técnicos dão o litro pelo seu profissionalismo.
Para Taça de África das Nações (CAN), na Côte d´Ivoire, haverão condições para o treinador?

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