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Guterres: Negação do Holocausto contribui para emergência do ódio

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, alertou hoje que a negação, distorção e o esquecimento do Holocausto estão a contribuir para a emergência do ódio no mundo.

13/10/2021  Última atualização 20H23
© Fotografia por: DR

"A negação, distorção e minimização do Holocausto estão em crescendo”, disse António Guterres numa mensagem em vídeo a uma reunião internacional na cidade sueca de Malmo sobre o extermínio de milhões de judeus e outras comunidades durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Guterres disse que o Holocausto "não foi uma aberração cometida por algumas pessoas terríveis, mas o culminar de milénios de ódio”.

"Foi um ato de crueldade e horror calculados sem precedentes”, disse, referindo-se ao "assassínio sistemático de cerca de seis milhões de judeus e milhões de pessoas de outras comunidades” pelo regime nazi alemão.

Para o líder da ONU, "o antissemitismo é um sismógrafo” que quanto mais ameaça o mundo "maiores são as fissuras” nos valores das Nações Unidas para a compreensão mútua e o respeito pela dignidade humana.

"É por isso que o racismo crescente, o antissemitismo, o preconceito antimuçulmano virulento e o ódio anti-refugiados que vemos hoje também são perigosos”, disse.

O antigo primeiro-ministro português manifestou-se preocupado com as gerações mais jovens que "não têm nem mesmo uma compreensão básica” do Holocausto.

"Devemos reflectir, aprender, ensinar e agir”, afirmou.

O Fórum Internacional de Memória do Holocausto e Combate ao Antissemitismo resultou de uma iniciativa do primeiro-ministro da Suécia, Stefan Löfven.

Portugal esteve representado no fórum pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva.

Na sessão de encerramento, o ministro dos Assuntos Europeus alemão, Michael Roth, defendeu que a Alemanha "tem de fazer mais esforços na luta” contra o anti-semitismo e a discriminação de outras comunidades.

"As coisas estão mal e é por isso que precisamos de uma estratégia de tolerância zero”, disse Roth.

"Temos de criar uma sociedade multirreligiosa, multiétnica, multicultural, em que todos possam viver. E isto aplica-se ao meu país e a todo o mundo”, acrescentou.

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