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Guterres condena "veementemente" golpe de Estado no Burkina Faso

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O secretário-geral da ONU, António Guterres, condenou, este sábado, "veementemente", num comunicado, "qualquer tentativa de tomada do poder pela força das armas" no Burkina Faso, um dia após um novo golpe de Estado no país, o segundo em oito meses.

01/10/2022  Última atualização 20H25
© Fotografia por: DR | Arquivo

O secretário-geral "condena veementemente qualquer tentativa de tomada do poder pela força das armas e pede a todos os atores que se abstenham de toda a violência e procurem o diálogo", afirma o seu porta-voz Stéphane Dujarric, no comunicado citado pela Lusa.

António Guterres "expressa o seu total apoio aos esforços regionais, visando um rápido retorno à ordem constitucional no país", e diz que o Burkina Faso "precisa de paz, estabilidade e unidade para combater grupos terroristas e redes criminosas que operam em certas partes do país".

O exército do Burkina Faso reconheceu hoje que estava a atravessar uma "crise interna" e indicou que as "consultas" continuavam, um dia após o discurso dos militares na televisão a anunciarem a demissão do chefe da junta até agora no poder, liderada pelo tenente-coronel Damiba.

"Na sequência de uma crise interna das Forças Armadas Nacionais, algumas unidades tomaram o controlo de certas artérias da cidade de Ouagadougou, pedindo uma declaração de saída do tenente-coronel Damiba. As consultas continuam", indica este texto do Estado-Maior.

Na sexta-feira, um grupo de militares, liderados pelo capitão do Exército do Burkina Faso Ibrahim Traoré, levou a cabo um golpe de Estado e derrubou o líder da junta militar que governava o país, o tenente-coronel Paul-Henri Sandaogo Damiba.

Numa mensagem dirigida à nação, transmitida pela televisão estatal RTB, os executores do último golpe de Estado no país acusaram Damiba de se desviar do ideal do Movimento Patriótico para a Salvaguarda e a Restauração (MPSR), nome da junta que assumiu o poder na sequência de um outro golpe de Estado, a 24 de Janeiro.

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