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Guiné-Bissau: Governo tem intenção de “impor ditadura”

O líder do PAIGC, Domingos Simões Pereira, considerou, esta terça-feira, que o ataque contra o deputado guineense Agnelo Regala confirma “a intenção do regime de impor a ditadura” na Guiné-Bissau.

11/05/2022  Última atualização 06H55
© Fotografia por: DR

 "A única reacção possível é confirmar que é um padrão comportamental de um regime que pretende silenciar todas as vozes que sejam contrárias à intenção de im-por a ditadura na Guiné-Bissau”, sublinhou Domingos Simões Pereira citado pela Lusa, enquanto o Presidente Umaro Embaló desvaloriza a gravidade do incidente dizendo tratar-se de um "caso de polícia”.

O líder do PAIGC falava na residência do deputado e presidente do partido União para a Mudança, Agnelo Regala, que foi, no sábado,  ferido a tiro. Domingos Simões Pereira também considerou haver uma ligação entre o ataque e a conferência de imprensa do Espaço de Concertação dos Partidos Democráticos sobre o envio de uma Missão de Estabilização da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental para o país.

"Acto contínuo a essa conferência de imprensa, vários membros do nosso grupo receberam chamadas anónimas com ameaças à sua integridade física e dos seus familiares. Para mim não é nada de extraordinário. A vida na Guiné passou a valer isto”, afirmou Domingos Simões Pereira.

O líder do PAIGC salientou ainda que "basta não estar de acordo e usar aquilo que são as prerrogativas constitucionais para se atentar contra a integridade física das pessoas”.

"Isto, não só está ligado como faz parte de um todo, da construção de um quadro de medo, de um quadro de resignação popular, no sentido de permitir que a anarquia ordenada de cima, possa ser a nova ordem do país”, afirmou.

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