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Grupos armados matam mais quatro pessoas

Grupos armados atacaram, na quinta-feira, aldeias no Sul da província de Cabo Delgado, nos distritos de Quissanga e Meluco, provocando, pelo menos, quatro mortos, disseram residentes e fontes locais citados pela Lusa.

25/09/2021  Última atualização 05H55
© Fotografia por: DR
As zonas atingidas, nos distritos de Quissanga e Meluco, ficam distantes das áreas em que as tropas de Moçambique, com apoio do Rwanda e da Missão da África Austral, têm anunciado reconquistas de território e desmantelamento de bases rebeldes, situadas a Nordeste da província.
 Um residente da aldeia de Lindi disse  ter testemunhado a chegada de elementos armados desconhecidos, que na quinta-feira, pelas 17h00, queimaram casas e viaturas e que o levaram a fugir para Ancuabe. 

Durante a acção, viu, pelo menos, uma pessoa ferida, mas vizinhos que onde se juntaram em Ancuabe, relataram a morte de uma criança e três adultos. 

Fonte das forças locais disse à Lusa que, na mesma região, em Iba, distrito de Meluco, houve uma emboscada por desconhecidos contra um veículo de caixa aberta de transporte de pessoas e bens. O ataque aconteceu ao pôr-do-sol, pouco depois das 17h00, numa estrada de terra batida e provocou dois feridos, internados no hospital de Meluco, um deles uma mãe que levava ao colo um bebé, de 6 meses. 

Segundo a mesma fonte, um autocarro que na, quinta-feira, de manhã, tinha transportado militares de Pemba para Macomia, vila no Centro da província, foi alvejado quando regressava vazio à capital provincial. 

O veículo foi atacado ao princípio  da noite, pelas 18h00, na Estrada Nacional 380 (única via asfaltada que liga o Norte ao Sul de Cabo Delgado), junto a Namoja, perto do rio Montepuez, numa faixa adjacente aos ataques anteriores. O veículo não parou, conseguindo chegar a Pemba.Apesar das tentativas,  não foi possível obter esclarecimentos por parte das autoridades de defesa e segurança moçambicanas. 

Cabo Delgado é uma província rica em gás natural, mas aterrorizada, desde 2017, por rebeldes armados. Alguns ataques são reivindicados pelo grupo extremista Estado Islâmico. 

O conflito já provocou mais de 3.100 mortes, segundo o projecto de registo de conflitos ACLED, e mais de 817 mil deslocados, segundo as autoridades moçambicanas. 

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