Cultura

Grupo Miragens Teatro estreia peça sobre a perda de valores

Manuel Albano

Jornalista

O colectivo Miragens Teatro estreia o espectáculo “Pedido só no Cemitério”, amanhã, às 16h30, no auditório do Magistério Mutu ya Kevela, em Luanda, uma sátira adaptada do livro homónimo de Adalberto Luacuti.

24/06/2021  Última atualização 11H00
Espectáculo retrata as peripécias de um ex-militar, que após passar para a vida civil enfrenta dificuldades de reintegração social © Fotografia por: DR
De acordo com a sinopse, a peça narra as peripécias de Jolas Katana, um ex-militar, que na vida civil tem dificuldades de reintegração social. Para ultrapassar as dificuldades criou o papelinho "(CUCA) Conto Unicamente Contigo. Ajuda-me!”, especialmente usado nos funerais.

A peça, que procura enaltecer os valores humanistas, absorve no enredo o materialismo, incluindo as diferenças das classes sociais entre os grandes condomínios luxuosos e a vida dos musseques.

Segundo a sinopse, Jolas katana ficou folgado da vida com bens de luxo e casa em condomínio privado mas a solidão  remeteu-o novamente ao seu bairro pobre com gente alegre e festiva.
Quando morreu a cidade parou literalmente. No funeral, o povo fez uma inovadora catarse colectiva e quando Katana chega ao reino dos Céus, respondeu a todos os pedidos que levou da Terra tornando o mundo mais humano, solidário e agradável. 

Criado a 7 de Junho de 1995, o Colectivo Miragens Teatro dedica-se ao teatro de intervenção social, com algum valor técnico, estético e crítico, pressupostos que lhe permitiram conquistar igualmente uma das edições do Festival Nacional de Teatro (Festeatro). O grupo que nasceu na comunidade católica de São Luís, no Distrito Urbano do Rangel, bairro do Rangel, em Luanda.

Tem várias participações em festivais nacionais e internacionais, com destaque para o Circuito Internacional de Teatro (CIT), III Trienal de Luanda e Festival Internacional de Teatro do Mindelo (Mindelact).

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