Cultura

Grupo do CEART exibe hoje a peça “Fim do Humanismo”

Manuel Albano |

Jornalista

A vida e a obra do primeiro Presidente da República, Agostinho Neto, têm sido o destaque da temporada de teatro que arrancou na quarta-feira, às 19h00, na Liga Africana, em Luanda, com a participação dos grupos Massoxi, Tujinguenji, Ceart e Feloma Mussanzala, inseridas na programação das comemorações do seu centenário, assinalado a 17 de Setembro.

23/09/2022  Última atualização 07H35
Elenco do colectivo Massoxi Teatro durante a exibição da peça “O Herói Inesquecível”, na abertura do festival para comemorar o centenário do Poeta Maior © Fotografia por: Edições Novembro

Numa produção do projecto "Cultura para Todos”, em parceria com o Governo Provincial de Luanda, os grupos têm procurado apresentar espectáculos que levam ao conhecimento do público a trajectória do estadista e Fundador da Nação, sobre as suas múltiplas actividades na política e letras.  

Para o dia de hoje, às 19h00, um grupo de estudantes do Curso Médio Técnico de Teatro (CEART), do Distrito Urbano do Camama, exibe a peça "Fim do Humanismo”. A peça foi montada e exibida pela primeira vez em Maio deste ano,  no encerramento do curso de Teatro desta instituição que durante cinco anos formou estudantes no campo das artes.

O espectáculo, de criação colectiva, tem a duração de uma hora e retrata vários acontecimentos do quotidiano, com destaque para a actual degradação dos valores. O professor e actor José Teixeira "Chitas”disse, ontem, ao Jornal de Angola, que a peça procura fazer um retrato do posicionamento dos homens diante dos bens materiais, com foco na cobiça pelo enriquecimento ilícito e a exploração desgovernada dos recursos naturais, assim como faz um alerta para a importância da valorização do património comum.

 

"Pão da Memória”

"Pão da Memória” é o título da peça de teatro, que retrata a vida e obra do Poeta Maior e primeiro Presidente da República, a ser exibida amanhã, às 19h00, no mesmo espaço, pelo colectivo de Artes Feloma Musanzala.

Em declarações ontem, ao Jornal de Angola, o director-geral do grupo, Manuel Mateus, explicou que o legado de Agostinho Neto ainda continua a ser referência obrigatória para todas as gerações, por ter contribuído no apelo ao povo contra a dominação colonial. Por essa razão, decidiram render-lhe uma homenagem.

De acordo com o responsável, pelo valor estético e literário a obra de Neto deve continuar a fazer parte da memória colectiva dos angolanos, por reflectir a história de uma vida de luta contra o colonialismo, fascismo e a desvalorização do homem africano, bem como o sofrimento dos angolanos, em particular, e dos africanos, em geral.

O espectáculo dramático, encenado por 20 actores, recria acontecimentos reais, através da obra literária do Fundador da Nação, na qual os actores recorrem aos textos para descreverem os acontecimentos que marcaram a história do país.

O Colectivo de Artes Feloma Musanzala é um grupo sociocultural e comunitário de carácter filantrópico. Existe há 15 anos e foi fundado a 17 de Fevereiro de 2007, em Luanda, no Colégio Feloma, no bairro Hoji-ya-Henda, no Cazenga.

Participam há 15 anos no crescimento da cultura nacional com a arte de representar. Durante uma década e meia, o grupo estreou mais de 20 peças teatrais quer históricas, tradicionais e de intervenção social. "Já participámos em vários concursos e festivais de teatro, tendo merecido várias distinções”, afirmou Manuel Mateus.

Em 2011, disse, o grupo foi o terceiro classificado do Festival de Teatro de Intervenção Social, que decorreu em Luanda, em 2012 e 2013. Em duas edições consecutivas obteve a classificação de Melhor Espectáculo no Festival Internacional do Cazenga (FESTECA).

Em 2016, o grupo concorreu no concurso Angola Independente, tendo obtido o 2º lugar num universo de 20 grupos. No ano de 2017, foi o 1º classificado do Circuito Internacional de Teatro (CIT), enquanto em 2018, concorreu no concurso "Cazenga existe Cazenga tem Teatro”, no qual foi o primeiro classificado. Em 2019,  foi novamente distinguido com o título de Melhor Grupo, Espectáculo e Sonoplastia, na 5ª edição do Circuito Internacional de Teatro (CIT).

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