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Grupo armado ataca prisão e liberta centenas de presos

Um grupo de homens fortemente armados invadiu, na sexta-feira à noite, uma prisão de Oyo, na Nigéria, e libertou centenas de prisioneiros, confirmou, sábado (23), um porta-voz da administração da prisão, sem referir se houve mortos ou feridos.

24/10/2021  Última atualização 05H45
Polícia nigeriana promete divulgar detalhes do ataque que provocou a fuga de centenas de presos da cadeia de Oyo © Fotografia por: DR
"Um grande número de homens armados atacou a prisão de Abonlogo com granadas na noite de sexta-feira”, adiantou Olanrewaju Anjorin, acrescentando que muitos dos prisioneiros que fugiram "já foram encontrados”.

Os detalhes da operação serão divulgados a posteriori pela Polícia, referiu.No entanto, a imprensa local avançou que foram libertados quase mil detidos durante o ataque.

A Nigéria, o país mais populoso de África, enfrenta uma condição grave de insegurança e grandes áreas do seu território são afectadas por actividades de grupos criminosos.

Em 13 de Setembro, uma outra prisão, no Estado de Kogi, foi também atacada e 240 detidos foram libertados à força.
Em Abril, outra prisão foi alvo de ataque, dessa vez no Sudeste do país, zona dominada pelos separatistas, e mais de 1.800 presos fugiram.


  Polícia trava protestos com gás lacrimogéneo

Agentes da Polícia nigeriana dispararam, quarta-feira, gás lacrimogéneo sobre manifestantes em Lagos, a maior cidade do país, enquanto tentavam dispersar centenas de pessoas que se manifestavam contra a alegada brutalidade policial, noticiou a Reuters.

Em Outubro do ano passado, milhares de pessoas marcharam na Nigéria através do movimento '#EndSARS', contra o Esquadrão Especial Anti - roubo (SARS), uma força policial acusada por grupos de defesa dos direitos humanos de ter matado e torturado cidadãos nigerianos.

Os relatos sobre a brutalidade policial na Nigéria são recorrentes, acusando as autoridades de reprimirem, com frequência, os nigerianos que se manifestam contra a Polícia. Nas vésperas da manifestação, a Polícia alertou os manifestantes sobre qualquer ajuntamento em público, ameaçando prender quem desobedecesse à directiva.

Os manifestantes marcharam através da portagem de Lekki cantando e entoando gritos de apelo às autoridades para que estas garantam justiça pelas mortes e detenções feitas pelas forças de segurança no ano passado. Pelo menos quatro manifestantes foram detidos em Lagos quando os manifestantes começaram a chegar à portagem de Lekki, para assinalarem o aniversário, tendo outros sido detidos e colocados em carrinhas da Polícia enquanto as autoridades disparavam gás lacrimogéneo para o ar. O movimento '#EndSARS' ganhou notoriedade nas redes e plataformas sociais e acabou por se transformar num protesto contra as autoridades, gerando as maiores manifestações anti-governamentais na história recente da Nigéria.
A contestação, que contou com uma forte mobilização de jovens, teve início depois de um vídeo de agressões alegadamente cometidas por membros do SARS ter sido divulgado nas redes sociais. Como resposta aos protestos, o Governo nigeriano anunciou, há um ano, que iria desmantelar esta força policial, mas tal não foi suficiente para demover os manifestantes, que continuaram a reclamar o fim das agressões por parte das forças de segurança.

De acordo com a organização Amnistia Internacional, pelo menos, 56 pessoas morreram desde o início dos protestos, em 8 de Outubro, incluindo 38 em 20 de Outubro, na praça Lekki, em Lagos. Desde então foram constituídas comissões de inquérito para investigar a violência policial e os acontecimentos de 20 de Outubro, mas as audiências têm sido interrompidas de forma frequente.

Os protestos realizaram-se um pouco por todo o país, que conta com uma população superior a 196 milhões de pessoas, com principal destaque para a maior cidade, Lagos, a capital, Abuja, e outras importantes cidades, como Port Harcourt, Calabar, Asaba e Uyo.

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