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“Grua do Maculusso” inquieta munícipes

Moradores do bairro Maculusso, Distrito Urbano da Ingombota, pedem ao Governo da Província de Luanda a remoção da grua instalada num prédio inacabado, na travessa Marcelino Dias, cujo dono é desconhecido pela comunidade.

20/07/2020  Última atualização 14H32
DR © Fotografia por: “Grua do Maculusso” inquieta munícipes

A obra, de nove andares, a cargo da construtora Bryvania, está paralisada há quatro anos, mas, segundo os moradores, a grua já existe há seis anos, com licença número 1801 e 1802, emitida pelo IPGUL- Instituto de Planeamento e Gestão Urbana de Luanda.

A “grua do Maculusso” tem cerca de dez metros de comprimento e peso acima de quatro toneladas. “Quando chove intensamente ou quando há ventos fortes, a estrutura metálica movimenta-se, tirando o sono aos moradores”, disse um dos munícipes, salientando que receiam que uma desgraça possa acontecer na zona, caso a grua não seja rapidamente removida.

Moradores que têm as casas próximas da grua disseram que aquele equipamento está a degradar-se, colocando em perigo a vida das pessoas.

Para poderem ver a situação resolvida, contactaram Roberto Talaya, um antigo morador do bairro Maculusso, que, há 34 anos na zona, vive ajudando a dar solução aos problemas daquela circunscrição. À nossa reportagem, Roberto Talaya confirmou ser do conhecimento da administração local a existência da “grua do Maculusso”.

Roberto Talaya disse que a estrutura básica da grua e a parte superior já não se encontram em condições adequadas e, em época chuvosa, chegam a abanar. “O Governo Provin-cial não devia preocupar-se somente com a remoção de viaturas na via pública, mas também com a retirada de objectos que dão mau aspecto à cidade e que põem em risco a vida dos cidadãos”, disse Eduardo Hossana, residente há 38 anos no Maculusso, acrescentando que a grua está insegura e as bases já não suportam o peso da parte superior.

Eduardo Hossana pede o reforço das acções de patrulhamento, porque a vedação do edifício permite que o mesmo se torne lugar de esconderijo de delinquentes.

Victor Manuel, que mora em frente ao edifício onde está a grua, disse que o equipamento, em estado obsoleto avançado, abana no período do dia e à noite, sobretudo quando está a chover. “É difícil ter sono, quando está a fazer muito vento ou a chover, porque a grua mexe ao longo da noite”. Outro morador, que se identificou como Eduardo Chabela, proprietário de um estabelecimento adjacente ao edifício, disse que a grua está a soltar-se aos poucos e “alguma coisa deve ser feita, antes que aconteça uma tragédia”.

Segundo o administrador da Ingombota, Rui Duarte, o caso da “grua do Maculusso” é do conhecimento da administração, que já visitou o local, para tentar encontrar soluções para a sua remoção.

Rui Duarte garantiu que os técnicos do IPGUL- Instituto de Planeamento e Gestão Urbana de Luanda - “ficaram de fornecer o contacto do responsável do edifício, de forma a notificar e obrigar o empreeiteiro a dar tratamento à estrutura metálica, removê-la ou dar continuidade à obra”.

O director do Instituto de Planeamento e Gestão Urbana de Luanda , António Bunga, disse que já visitou o local e, nos próximos dias, vai se pronunciar em relação à obra, no sentido de se resolver o problema que “atormenta” moradores do Malucusso.

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