Sociedade

Grande Plutónio muda a vida de famílias

Maximiano Filipe | Benguela

Jornalista

Mais de 500 chefes de famílias, que vivem em estado de vulnerabilidade, beneficiaram de um conjunto de apoios, no âmbito do “Projecto Grande Plutónio”, financiado pelo petrolífero Bloco 18 e implementado pela ADRA (Acção para o Desenvolvimento Rural e Ambiente).

13/01/2022  Última atualização 08H40
© Fotografia por: DR
O Grande Plutónio tem como objectivo apoiar o desenvolvimento das cooperativas agrícolas e prestar serviços de assistência técnica às mesmas, para o reforço da produção e produtividade agrícolas.

Também, visa criar condições para a facilitação do crédito e a integração no mercado, bem como alavancar e fomentar a produção de bens locais e reforçar as cooperativas agropecuárias com elevado nível de organização, para melhor desenvolvimento das suas actividades.

Orçado em 750 mil dólares, o Grande Plutónio está a ser desenvolvido desde o ano de 2012, com a primeira fase a ter como áreas de implementação a zona Centro-Sul do país, com realce para as províncias do Huambo e Benguela.

Segundo a assessora nacional do projecto, Maria de Lassalete Morgado, no Huambo o mesmo está a ser materializado com bastante sucesso, a nível dos municípios do interior, como Bailundo e Caála, nos quais está a mudar a vida de muitas famílias em extrema vulnerabilidade.

Em Benguela, tem como área de implementação os municípios do Cubal, Ganda, Benguela e Baía Farta (comuna do Dombe Grande), onde os resultados também são bastante animadores, quer na primeira, quer na segunda fase de execução do projecto.

Maria de Lassalete Morgado acrescentou que, deste a materialização do mesmo, foram constituídas 14 cooperativas agropecuárias e de comércio, que inseriram cerca de 500 chefes de famílias, de modo a desenvolverem as suas actividades diversas e garantirem a auto-sustentabilidade.

Do número de beneficiários do projecto, 45 por cento são mulheres, dos 25 aos 57 anos de idade, e os restantes homens, tendo o mesmo número de chefes de família beneficiado também de vários componentes formativas, no âmbito do projecto.

As valências formativas, que serviram para reforçar as aptidões técnicas e profissionais dos beneficiários, foram, entre outras, conhecimentos sobre estudo do meio e formas de implementação do projecto, meios de aquisição, legalização e gestão de terras, selecção e aquisição de bens diversos adequados ao andamento normal do projecto.

O projecto abrangeu também a capacitação dos beneficiários em matéria sobre relações públicas e institucionais, técnicas de comércio e de gestão familiar, fomento da actividade lucrativa, importância da formação dos filhos nas comunidades, uso e tipos de fertilizantes para os solos, entre outros.

A Cooperativa Agro-Pecuária Esivayo, em Benguela, foi uma das beneficiárias do projecto, que trabalha no processo de monitorização da implementação do mesmo, que, já produz, no domínio da actividade agrícola, várias espécies de hortícolas e cereais, como milho, massambala e ginguba (amendoim).

Deste conjunto, enumeram-se também a batata-doce e rena, mandioca, feijão, tomate e cebola, alho, banana, cenoura, beringela, abóbora, pimenta e frutas diversas, desde papaia, manga, abacate, cana-de-açúcar.

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