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Governo vai mudar estratégia militar

O ministro da Defesa do Burkina Faso anunciou, ontem, o início de um processo de revisão das Forças de Segurança para “ combater com eficácia” a insurgência jihadista, que em seis anos matou mais de 1.400 pessoas e provocou o deslocamento de 1,3 milhões de cidadãos das suas residências.

13/09/2021  Última atualização 09H30
Forças de Segurança do país vão ser potenciadas © Fotografia por: DR
 Citado pela AFP, o general Aime  Simpore garantiu que ocorrerão grandes reformas nas Forças de Segurança para  a "reorganização e adaptação das suas acções” , tendo em conta as ameaças do terrorismo. "O passo imediato será trabalhar para proteger a população”, disse.

 Aime Simpore sublinhou que as mudanças se concentrarão em sistemas de informação, logística e "condições de vida” para as Forças Armadas. Um dos países mais pobres do mundo, o Burkina Faso luta contra uma insurgência que começou no país  vizinho Mali, em 2015. As suas Forças Armadas, mal treinadas e equipadas, lutam contra unidades jihadistas altamente móveis ligadas à Al-Qaeda e ao grupo do Estado Islâmico.  

Ontem, o Governo anunciou, em comunicado, que um Fórum Nacional de Reconciliação ocorrerá de 17 a 23 de Janeiro de 2022.  A decisão foi anunciada no final de uma reunião  de Conselho de Ministros onde foi adoptado um relatório de progresso sobre a implementação do roteiro do processo de Reconciliação Nacional e a preparação do Fórum Nacional de Reconciliação.

 As acções dizem respeito, entre outras, a consultas comunitárias com forças activas, consultas com exilados e a colocação de instrumentos de orientação e supervisão, diz o comunicado. O Conselho de Ministro registou progressos na implementação do roteiro relativo ao processo de reconciliação nacional no país e deu instruções ao ministro responsável do dossiê para prosseguir nesta dinâmica.
 

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