Economia

Governo vai investir USD 5,7 mil milhões na produção de grãos

Joaquim Suami

Jornalista

O Executivo vai investir, nos próximos cinco anos, 5,7 mil milhões de dólares, para produzir 6,1 milhões de toneladas de trigo, arroz, soja e milho, com o objectivo de aumentar os índices de produção agrícola no país, inserido no Plano Nacional de Fomento da Produção de Grãos (PLANAGRÃO) declarou, esta segunda-feira , em Luanda, o secretário de Estado para o Planeamento.

29/11/2022  Última atualização 10H29
© Fotografia por: DR

Milton Reis, que discursou na cerimónia de abertura da apresentação do Relatório sobre as Perspectivas Económicas Regionais da África Subsariana do Fundo Monetário Internacional (FMI), que decorreu no Museu da Moeda, indicou que, a par do programa de fomento da actividade agrícola, o Governo vai investir, igualmente, 300 milhões de dólares, para financiar o desenvolvimento da produção de carne bovina, suína, caprina, ovina e de aves, bem como melhorar as infra-estruturas do sector pecuário existentes no país, no âmbito do Plano Nacional de Fomento e Desenvolvimento da Pecuária (PLANAPECUARIA).

De acordo com o secretário de Estado para o Planeamento, o objectivo deste plano é au-mentar a produção de carne bovina para 110 mil toneladas, suína para 120 mil, caprina para 310 mil e ovina para mais de 240 mil toneladas. Segundo Milton Reis, a produção de ovos vai aumentar para 3,1 milhões e a de leite para 17 milhões de litros, em 2027.

Segundo o governante, no quadro do Plano Nacional de Fomento das Pescas (PLANAPESCAS), o Governo prevê mobilizar 300 milhões de dólares, com os fundos do Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA), para financiar o fomento da actividade pesqueira empresarial, aumentar a produção e transformação do pescado e do sal.

Acrescentou que o plano prevê, também, assegurar o abastecimento regular de pescado à população e garantir a segurança alimentar à população, atingindo uma produção de 752 mil toneladas de pescado e 473 mil toneladas de sal, em 2027.

 

Mitigar a crise

De acordo com Milton Reis, no quadro do Plano de Desenvolvimento Nacional (PDN) 2023/2027, o Governo adoptou três medidas prioritárias, para mitigar a crise económica, causada pela guerra Rússia/Ucrânia, que já provocou o aumento dos preços dos bens alimentares e dos combustíveis refinados, que têm a ver com o desenvolvimento do capital humano, com o foco na educação, saúde, emprego, empreendedorismo e formação profissional.

A segunda medida, segundo Milton Reis, passa pela expansão e modernização das infraestruturas, com foco na mobilidade, transporte e logística, habitação, água e energia. A terceira perspectivada para a diversificação da economia, com foco na melhoria do ambiente de negócios, agricultura, pecuária, pescas, turismo e na indústria transformadora.

Para ele, as previsões do Governo para a economia, no período 2023/2027, apontam para um crescimento real médio anual do Produto Interno Bruto (PIB) de 3,6 por cento, a ser alavancado pelo sector não petrolífero, em que se espera um crescimento médio de 4,6 por cento.


Economia angolana  pode crescer 2,9 por cento

O representante do Fundo Monetário Internacional (FMI), em Angola, Marcos Rietti Souto, disse que as projecções de crescimento económico de Angola, para o próximo ano, vão fixar-se em 2,9 por cento, fruto do programa de reformas que está a ser implementado pelo Governo angolano.

Segundo o representante do FMI, que apresentou o "Relatório sobre as Perspectivas Económicas Regionais da África Subsariana”, este dado consta do último relatório do Fundo Monetário Internacional, que indica que, para este ano, houve um crescimento de 3,4 por cento. "Próximo ano, prevemos uma inflação média do ano, de 21 por cento, este ano, é de 15 por cento. Projectamos, ainda, um défice, em caso de superávit fiscal, de 3 por cento, este ano. Para o próximo ano, situa-se em torno de zero por cento”, indicou.

Na ocasião, o secretário de Estado das Finanças e Tesouro, Ottiniel dos Santo, disse que, entre 2014 e 2015, o crescimento económico do país, esteve mais focado para duas variáveis do Produto Interno Bruto (PIB), que estão ligadas aos gastos do Governo e consumo.

Agora, segundo adiantou, o Executivo deve olhar para uma terceira variável, a do investimento, que passa pelo fomento da diversificação da economia, com a participação do sector privado.

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