Economia

Governo revê previsões de crescimento em alta

Hélder Jeremias

Jornalista

O Governo elevou as projecções de crescimento económico deste ano para 2,7 por cento, mais 0,3 pontos percentuais que a previsão inscrita no OGE, de 2,4 por cento, e manteve a meta de inflação em 18 por cento, principalmente, pelo efeito da operacionalização da Reserva Estratégica Alimentar (REA).

01/05/2022  Última atualização 10H00
Director do GEPE do Ministério da Economia e Planeamento, Luís Epalanga © Fotografia por: DR

Estes números foram avançados, em Luanda, na quinta-feira, pelo director nacional de Estudos e Planeamento (GEPE) do Ministério da Economia e Planeamento (MEP), Luís Epalanga, no seguimento da aprovação da Programação Macroeconómica Executiva pelo Conselho de Ministros, na terça-feira.

No briefing semanal do MEP com a imprensa, Luís Epalanga acrescentou que as projecções de crescimento são suportadas pela expansão de 3,2 por cento esperada no sector não petrolífero, bem como de 2,1 por cento no sector de petróleo e gás.

O desempenho da economia nacional no ano em curso, realçou o director nacional do GEPE, é marcado pela predominância da economia real, com as projecções adoptadas com a nova Programa Macroeconómica Executiva a apontarem para um crescimento do sector da Agricultura de 4,0 por cento, de 10 por cento das Pescas, 5,0  por cento o sector  da  Indústria, 3,4 por cento o Comércio e 2,4 por cento a Construção.

A taxa de inflação prevista de 18 por cento, em 2022, é inferior em algo como 9,0 por cento à de 2021, quando Angola observou um aumento do nível geral de preços de 27 por cento, algo que a fonte atribuiu à influência exercida pela recuperação da actividade económica não petrolífera, sendo explicado pelo aumento da oferta interna de bens e serviços, à continuidade da estabilidade cambial, à operacionalização da REA e "à condução de uma política restritiva”.

 

Dívida cai 25%

Os números avançados pelo director nacional apontam para a obtenção de "excelentes indicadores sobre as contas fiscais”, com previsão de um saldo superavitário de cerca de 6,0 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto o stock da dívida governamental apresenta uma variação nominal negativa de cerca de 25 por cento, face ao ano 2021.

O Governo também espera um excedente da balança de pagamentos de 6,0 por cento, na ordem dos 3 600,7 milhões de dólares, permitindo um aumento das Reservas Internacionais em 4,4 mil milhões de dólares.

O director insistiu em que, apesar da existência de alguns riscos, "as perspectivas para a economia angolana mantêm-se optimistas em função do desempenho favorável dos preços do petróleo no mercado mundial, aliado à tendência do aumento dos níveis de produção nacional”, na decorrência de investimentos e novas concessões de campos de exploração, bem como do consequente aumento dos índices de produção.

A revisão da Programação Macroeconómica Executiva aprovada pelo Governo foi elaborada com base numa avaliação do desempenho das variáveis do primeiro trimestre, que permitiu uma antecipação da evolução macroeconómica nacional nos trimestres subsequentes do ano, tendo em conta o comportamento esperado das variáveis externas

Em resultado disso, o Governo adoptou medidas de gestão macroeconómicas exigíveis, com vista a assegurar a realização dos objectivos previstos nos principais documentos programáticos, com realce para os previstos no Orçamento Geral do Estado (OGE) 2022, disse Luís Epalanga.

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