Economia

Governo projecta elevação da classificação de Angola

O Governo pretende melhorar a classificação de Angola no ranking do turismo do Fórum Económico Mundial para se tornar num destino turístico de referência, que coloca o país na 134ª posição, com 2,7 pontos, entre 140 países avaliados, declarou, ontem, no Lubango a ministra do Turismo.

04/10/2019  Última atualização 10H54
Juilson António | Edições Novembro

Ângela Bragança, que falava na abertura do II Conselho Consultivo do Ministério do Turismo, lamentou que “o mais relevante do relatório publicado este ano”, sobre a competitividade de Angola, coloque o país “apenas à frente da República Democrática do Congo, se tivermos como referência a região da África Austral.”
A pontuação do ranking, feita mediante a publicação de um relatório bianual, vai de 1,00 (a mais baixa) a 7,00 pontos, resultando da medição de um conjunto de factores transversais e políticas de desenvolvimento sustentável no sector, como parte de uma plataforma que visa incrementar a mobilidade futura entre os países, como referiu Ângela Bragança.
O relatório do ranking mundial é um instrumento estratégico de “Benchmarking”, para os negócios, tendo em vista o desenvolvimento do sector do Turismo em particular. 
A lista dos países mais competitivos do turismo é liderada por Espanha, França, Alemanha e Japão, todos com 5,4 pontos, enquanto o Iémen, com 2,4, ocupa a última posição, segundo dados avançados pela ministra que também apontam Portugal na 12ª posição, com 4,9 pontos, enquanto as Ilhas Maurícias surgem no 54º lugar com 4,00 pontos, sendo o país africano melhor colocado.
Com 3,2 pontos, Cabo Verde destaca-se entre os países africanos de língua oficial portuguesa (PALOP).
O Fórum Económico Mundial, que produz a classificação, considera como indicadores relevantes para aferir a competitividade aspectos como o ambiente favorável, infra-estruturas, recursos naturais e cultura, bem como facilidades para as viagens.

Diplomacia económica

A ministra do Turismo destacou a “diplomacia económica” empreendida pelo Governo, para a melhoria do ambiente de negócios, facilitado pelas novas leis de Investimento Privado e da Concorrência. “O turismo é assumido, não apenas nos discursos oficiais, mas fundamentalmente nos programas e nas acções do Estado, como um dos sectores prioritários para a economia nacional, segundo o Programa de Desenvolvimento Nacional 2018-2022”, sublinhou, destacando a simplificação do processo de vistos para turistas e outras medidas para aumentar a competitividade de Angola a nível mundial.
Ângela Bragança indicou que, apesar da pontuação e a posição desfavorável de Angola, as orientações e as medidas do Executivo encontram conforto para que o país se torne mais competitivo.
Defendeu acções complementares com os sectores da Energia e Águas, saneamento básico, Transportes, Agricultura, Indústria e de formação profissional para dar ao turismo um papel cada vez mais relevante na economia nacional.
O Conselho Consultivo do Turismo decorre sob o lema “Juntemos sinergias para desenvolver o turismo - uma alavanca para o crescimento económico” e aborda, entre outros assuntos, os “Desafios do sector na perspectiva dos transportes”, “Turismo e a transformação digital”, “Programa de desenvolvimento e fomento de aldeias turísticas rurais” e “Projectos de desenvolvimento de pólos turísticos”.

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