Economia

Governo pondera rescisão de contrato com construtora da refinaria do Soyo

JA Online

O Governo angolano pondera a rescisão do contrato de construção da refinaria do Soyo a cargo da empresa norte-americana Quanten, vencedora do concurso público internacional para a construção da infra-estrutura, avançou, terça-feira, o ministro dos Recurso Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo.

12/06/2024  Última atualização 17H05
© Fotografia por: Direito Reservado

De acordo com Diamantino Azevedo, que falava durante a audição parlamentar realizada pela Comissão de Economia e Finanças da Assembleia Nacional, "a empresa regista muita dificuldade em conseguir o financiamento para o projecto".

O responsável sublinhou que foi dado um prazo à empresa e, "caso ela não consiga, vão rescindi-lo e procurar outra alternativa”.

O consórcio que tem à frente a Quanten que ganhou, em 2021, o concurso público internacional para a construção da refinaria do Soyo é constituído por quatro empresas, sendo três norte-americanas (a líder do consórcio, Quanten LLC, a TGT INC e a Aurum & Sharp LLC) a última é angolana (ATIS Nebest).

Projectada para uma capacidade de processamento de até 100 mil barris de petróleo bruto diários, previa-se que a construção da refinaria, avaliada em 3,5 mil milhões de dólares, fosse concluída em 2025.

Com relação à refinaria de Cabinda, o governante garantiu aos deputados que entra em funcionamento no próximo ano. Com capacidade para 60.000 barris de petróleo/dia, um investimento privado, perspectiva-se, numa primeira fase, uma produção de 30.000 barris/dia.

Sobre a refinaria do Lobito, com capacidade para a produção de 280 mil barris/dia, o governante esclareceu que a Sonangol continua a assumir todos os custos de construção e continua à procura de um parceiro e accionista para investimento.

Diamantino Azevedo explicou que vários factores contribuíram para o atraso das obras, como a anulação de contratos com a empresa vencedora do concurso por dificuldades de implementação do projecto, a pandemia da Covid-19 e o aumento dos preços dos materiais de construção.

Angola produz cerca de 20% das necessidades internas de combustíveis, sendo os outros 80% importados, avançou o Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, no Facebook.

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