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Governo Líbio pede sanções contra Khalifa Haftar

O Conselho Presidencial Líbio pediu, hoje, ao Conselho de Segurança das Nações Unidas para acrescentar o marechal Khakifa Haftar, comandante general do auto-proclamado Exército Nacional líbio, na lista do comité das sanções, instaurada pela resolução número 1970 de 2011, noticiou a AFP.

21/10/2019  Última atualização 14H51
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No documento, endereçado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros do Governo de Entendimento Nacional líbio, o Governo acusa Haftar de “planificar, executar a agressão contra Tripoli, violando o direito internacional e os direitos humanos, através de actos cometidos contra civis inocentes, nomeadamente ataques contra dois bairros de Tripoli, Ansar e Abou Salim, no início da guerra em Abril.

Outra razão do pedido são “os raides aéreos contínuos, executados diariamente pelas forças de Haftar contra bairros muito populosos.” O Governo líbio lembrou, na missiva, que os critérios para a integração na lista das sanções estão previstos no artigo 22 A, da resolução 1970 do ano de 2011 e no parágrafo 4 A, da resolução 1974 do ano de 2014. O Governo indicou que as forças de Haftar bombardearam aeroportos civis internacionais, como Matiga de Tripoli, de Misratah e atacaram as estruturas governamentais sob tutela do Governo de Entendimento Nacional, reconhecido no plano internacional. O presidente do Governo de Entendimento Nacional, Fayez Sarraj, denunciou, igualmente, que os raides aéreos dos aviões de Haftar bombardearam uma casa no bairro de Ferjan, em Tripoli, hoje, causando a morte de três crianças da mesma família.

A Missão das Nações Unidas na Líbia (Manul) condenou, igualmente este ataque, no qual morreram três irmãs, enterradas nos destroços da casa destruída pelo raide.

“A ofensiva causou ferimentos a uma quarta criança e à própria mãe da mesma família”, indignou-se a Manul, acrescentando que, segundo informações, a mesma foi executada por um avião de guerra do autoproclamado Exército Nacional do marechal Haftar.

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