Economia

Governo espera encaixe de 80 milhões de dólares com privatizações

O Governo espera um encaixe de 80 milhões de dólares com a privatização das primeiras sete de 51 unidades industriais alistadas para privatização ao longo do ano em curso, anunciou ontem, em Luanda, o Instituto de Gestão de Activos e Participações do Estado ( IGAPE).

01/03/2019  Última atualização 10H13
MARIA AUGUSTA © Fotografia por: Valter Barros, presidente do Conselho de Administração do IGAPE

As sete unidades industriais, apresentadas ontem, em Luanda, a representantes empresariais, diplomáticos e da imprensa, estão instaladas na Zona Económica Especial Luanda-Bengo (ZEE-LB) e devem passar de mãos num concurso público que se realiza até o final do mês de Maio, anunciou na ocasião o presidente do Conselho de Administração do IGAPE.
Valter Barros apontou como empresas a privatizar Univitro (de produção de vidros), Juntex (produção de estruturas de betão), Carton (catolinas, caixas e cartões), Absor (fraldas e toalhas absorventes), Indugited (produtos de higiene e beleza), Coberten (cobertores, len-çóis e panos de cozinha) e Saciango (sacos para a indústria de cimento).
As ofertas estabelecidas dessas empresas partem dos três aos 18 milhões de dólares, de acordo com números avançados no encontro pelo administrador do IGAPE Gilberto Luther.
O presidente do Conselho de Administração do IGAPE apresentou a privatização destas empresas como parte da decisão do Governo de “assumir o papel regulador, incentivador e coordenador, afastando-se progressivamente da figura de actor de operador económico”.
Isso, acrescentou, ocorre no quadro de um processo de reestruturação e redimensionamento do sector empresarial público alinhado ao Plano de Desenvolvimento Nacional 2018/2022, pelo qual o Estado aliena participações não estratégicas, ao mesmo tempo que promove a iniciativa privada e atrai investimento externo.
A expectativa do Governo é que este processo resulte no aumento da qualidade e da variedade de serviços disponíveis para a população, assegurando a auto-sustentabilidade da economia em termos de receitas, as quais têm um impacto positivo para a liquidez do Tesouro.
As privatizações têm disponíveis instrumentos legais que visam assegurar os resultados das metas que o Governo se propõe atingir, como é a garantia da integridade dos sectores estratégicos do Estado, rendimento do sector empresarial público, aumento da eficiência e da produtividade da economia e das empresas.
Entre esses instrumentos, destaca-se a Lei das Privatizações recentemente aprovada pela Assembleia Nacional. “Estamos certos que estas acções, assim como a articulação permanente de investidores que já actuam na economia angolana e aqueles que têm manifestado interesse de investir em Angola contribuirão para o fomento em-presarial e o fortalecimento da capacidade nacional, assegurar a revitalização do sector industrial, maximizar a arrecadação de receitas resultantes do processo de privatização e o aumento da base tributária”, disse o presidente do IGAPE.
Valter Barros anunciou que se esperam novos lotes de empresas a privatizar, no que foi secundado por Gilberto Luther, que garantiu, para esse processo, “uma avaliação” que identifique “coisas que podem ser melhoradas” para ser aberta uma nova fase de concurso público.

Comentários

Seja o primeiro a comentar esta notícia!

Comente

Faça login para introduzir o seu comentário.

Login

Economia