Economia

Governo da Guiné-Bissau prevê crescimento de 4,7 por cento do PIB

O Governo da Guiné-Bissau prevê um crescimento de 4,7 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2022, segundo dados ontem divulgados pela direcção-geral de Previsão e Estudos Económicos do Ministério das Finanças guineense.

24/11/2022  Última atualização 14H35
Governo da Guiné-Bissau prevê crescimento de 4,7 por cento do PIB © Fotografia por: DR

Em nota divulgada à imprensa, o Ministério das Finanças refere as "boas perspectivas”, que "são animadoras apesar dos constrangimentos relacionados com o conflito na Ucrânia”.

As previsões do FMI, divulgadas na segunda-feira, apontam para um crescimento de 3,5 por cento em 2022 e que a inflação média fique acima dos 7 por cento "à luz do impacto dos crescentes preços do petróleo e bens alimentares, que afectará negativamente os mais vulneráveis”.

O FMI prevê também uma ultrapassagem da despesa em 2022, especificamente na massa salarial e um défice orçamental de 5 por cento do PIB, salientando que a dívida pública representa mais de 80 por cento do PIB.

As previsões do Governo guineense são mais optimistas que as do FMI, mas o Ministério das Finanças salienta que, com as "informações disponíveis, o PIB real crescerá 4,7 por cento em 2022”.

As previsões da Direcção-Geral de Previsão e Estudos Económicos sustentam o crescimento nas "contribuições sectoriais”, que se situam em 1,9 por cento no sector primário, 0,7 por cento no sector secundário e 2,1 por cento no sector terciário.

"Na óptica da despesa, o consumo final crescerá 3,1%, o investimento 14,1% e as exportações líquidas cairão 14,3% em 2022”, salienta-se na nota.

A Direcção-Geral de Previsão e Estudos Económicos refere que apesar do esforço no controlo das despesas, receitas e realização de investimento”, persistem "limitações estruturais na economia nacional”.

Os dados indicam igualmente que as receitas totais, incluindo donativos, aumentarão 14,7% em 2022, para o qual contribuirá também o aumento da receita fiscal de 9,3%, provocado por reformas capazes de "gerar ganhos mais eficientes”.

Em relação às despesas, a Drecção-Geral de Previsão e Estudos Económicos perspectiva um "crescimento de 6,9%”, com um aumento de 3,4% das despesas correntes, o que revela a "necessidade de reestruturação dos gastos públicos, que possam beneficiar investimentos”.

A Direcção-Geral de Previsão e Estudos Económicos avisa que a dívida pública pode agravar-se em 2022, alcançando 73,9% do PIB.

O Comité de Enquadramento Macroeconómico e Orçamental recomendou ao Governo a "consolidação e expansão do controlo fiscal para aumentar a receita e assegurar a gestão da sustentabilidade da dívida pública”.

 

 

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